Homem que matou esposa no DF sai de hospital direto para a Papuda

Silvestre Pereira recebeu alta do Hospital de Base, onde estava internado após tentar se matar, e foi encaminhado ao Complexo da Papuda

atualizado 25/03/2022 17:28

Homem ao lado de uma mulher loira. Ele usa blusa azul e ela também - MetópolesReprodução

Silvestre Pereira, 44 anos, acusado de matar a companheira, Joana Santana Pereira dos Santos, durante discussão por causa de uma dívida que ele tinha com um agiota, recebeu alta do Hospital de Base do Distrito Federal e foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP), no Complexo Penitenciário da Papuda, após ter a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Depois se assassinar a esposa, o homem precisou ser hospitalizado após esfaquear o próprio pescoço em uma tentativa de suicídio. A vítima, que tinha quatro filhos, entre 6 e 17 anos, com Silvestre, foi sepultada no cemitério de Planaltina nessa terça-feira (22/3).

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Entenda o caso

Silvestre Pereira de Araújo foi preso preventivamente após ter confessado ao irmão ter estrangulado a esposa, no bairro Arapoanga, em Planaltina, na manhã desse domingo (20/3).

A coluna na Mira, do Metrópoles, apurou que Silvestre ligou para a cunhada, tentando conversar com o marido dela, seu irmão. Ao falar com o irmão, Silvestre teria dito que estava devendo muito dinheiro e que havia “feito uma merda muito grande”.

Logo depois, ele pediu para o familiar ir até a casa dele e buscar as crianças. Explicou que matou a companheira, estava tentando tirar a própria vida e não queria que os filhos presenciassem.

Ainda durante a ligação, Silvestre teria dito ao irmão que estava “devendo muito” e que os agiotas ameaçaram que iam matá-lo. Ele não teria mencionado o motivo da morte da esposa.

Antes de ir até a residência de Silvestre, o familiar decidiu contatar o outro irmão. Foi quando os parentes acionaram a Polícia Militar.

Equipes da PM foram até o endereço, arrombaram o portão da casa e se depararam com três crianças dormindo. Os menores foram entregues a uma tia enquanto os militares seguiam com as buscas no imóvel. Apenas um dos irmãos entrou na casa, acompanhado de um policial, para pegar uma bombinha de asma para o filho de Silvestre.

A mulher e o autor estavam desacordados em cima de uma cama, dentro de um quarto trancado. A vítima tinha sinais de esganadura no pescoço e o homem apresentava corte no pescoço. A faca usada no crime estava em um móvel, próximo à cama.

“Matei minha esposa”

O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou que a mulher não já apresentava sinais vitais. O suspeito, entretanto, foi conduzido ao hospital. Durante atendimento na unidade da saúde, Silvestre Araújo chegou a falar: “Dívida, dívidas, eu briguei e matei minha esposa”.

Segundo informações de pessoas que realizaram o atendimento no hospital, além do corte no pescoço, o homem tinha marcas de mordida pelo corpo. Foi lavrado auto de prisão em flagrante e o caso foi registrado na 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina)

Família sabia da dívida

A família do preso, inclusive Joana, teria tomado ciência das dívidas de Silvestre há poucos dias. A vítima, então, estaria procurando outro emprego para ajudar o companheiro a quitar os débitos.

Em 2016, os três irmãos chegaram a trabalhar juntos em uma empresa, mas Silvestre acabou se endividando. Por isso, a administração da empresa passou a ficar com os outros irmãos e Silvestre resolveu abrir o próprio negócio.

Nas redes sociais, Joana dizia ser mãe de três meninos e uma menina e se orgulhava da família.

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