*
 

José Ribeiro, 38 anos, é um dos funcionários que estavam na churrascaria Floresta, no momento do desabamento do viaduto na altura da Galeria dos Estados, no Eixão Sul. O estabelecimento foi parcialmente destruído nesta terça-feira (6/2), com a queda da estrutura. Ninguém ficou ferido.

“Ouvi um barulho estranho, como se algo estivesse quebrando. E saí correndo. Tinham quatro clientes dentro do restaurante e, graças a Deus, ninguém foi atingido”, afirmou. “Estamos todos muito aliviados que conseguimos sair. O importante é a nossa vida”, acrescentou.

Paulo Sérgio, 41, também trabalha no local. O desabamento destruiu o alojamento dos funcionários da churrascaria. Ele está sem saber como vai voltar para casa. Perdeu o celular, as roupas, entre outros pertences.

Para a dona do restaurante, Maria de Jesus Miranda, 58, esse foi um dos piores momentos que viveu. “Minha filha estava cuidando da churrascaria quando o viaduto caiu. Agradeço muito a Deus que ninguém se feriu. Foram minutos de muita angústia”.

O flanelinha José Ferreira do Nascimento, 42, também estava embaixo do viaduto e almoçava no momento em que a pilastra cedeu. “Ouvi um estalo e olhei pra cima. De repente, outro estalo, e tudo caiu. Foi questão de minutos”, comentou.

Para ele, a queda já era prevista. “Tem muito buraco, infiltração. Balança quando os carros pesados passam por aqui. Essa estrutura já estava comprometida há anos. Ontem fui visitar uma amiga no hospital, com minha esposa, e falei que, se o DF tivesse um terremoto, esse viaduto seria o primeiro a cair”, disse.

Por fim, o flanelinha comemora ter escapado com vida da catástrofe: “Ganhei uma segunda vida.”