Homem é condenado a 18 anos após assassinar mulher com mata-leão

Caio Victor da Silva Alves, 24, atacou a namorada e alegou legítima defesa. O feminicídio ocorreu em 25 de julho de 2020 em Santa Maria

atualizado 26/01/2022 14:09

Eloá vítimaReprodução

Homem que matou a companheira, de 25 anos, com um mata-leão, foi condenado pelo Tribunal de Júri de Santa Maria, nessa terça-feira (25/1), a 18 anos e 8 meses de reclusão em regime inicialmente fechado.

O feminicídio ocorreu em 25 de julho de 2020, no condomínio Porto Rico, em Santa Maria. Caio Victor da Silva Alves, 24, atacou a namorada Eloá Fernanda Pontes dos Anjos com o golpe no pescoço, durante uma briga.

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Em depoimento, Caio Victor afirmou que a mulher havia sido agredida em um assalto. Depois, mudou o depoimento e alega ter agido “em legítima defesa”, uma vez que teria sido atacado pela mulher.

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Os jurados reconheceram as qualificadoras apontadas pelo Ministério Público: asfixia e feminicídio, no contexto de violência doméstica. Além disso, o crime ocorreu diante do filho do casal, então com quatro anos de idade. A Promotoria recorrerá solicitando o aumento da pena.

O casal tinha histórico de conflitos, conforme informado à Policia Civil do Distrito Federal por familiares. No entanto, Eloá nunca registrou ocorrência contra o companheiro.

Relembre o caso

Caio Victor da Silva passou a ser suspeito do crime logo no começo da investigação. “Inicialmente ele havia comunicado que a mulher teria sido atacada por um terceiro, que teria a enforcado. Ele, então, diz que tentou fazer com que o agressor a soltasse, mas ele estava com uma faca e o esfaqueou na axila e na perna”, contou o delegado.

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A versão inicial dada pelo suspeito, contudo, não batia com as provas colhidas pelos investigadores da 33ª DP. “Ele foi ouvido no hospital, mas a história tinha várias incongruências: não havia sinal de luta na rua onde ele disse que o suspeito atacou sua mulher e testemunhas também negaram o ocorrido”, ressaltou.

O homem não ficou preso a princípio pois, como se apresentou para as autoridades como vítima, tornou-se impossível realizar a prisão em flagrante devido à necessidade de uma investigação.

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