GDF realizará audiência pública para criação do Mercado Central

Reunião ocorrerá na Ceasa, no dia 1º de setembro, onde o governo estuda viabilidade de criar uma Parceria Público-Privada (PPP)

atualizado 02/08/2021 14:22

Vinicius de Melo/Agência Brasília

Uma audiência pública marcada o dia 1º de setembro discutirá os detalhes da criação do primeiro Mercado Central de Brasília, a partir de uma Parceria Público-Privada (PPP). A proposta é que o mercadão funcione dentro das Centrais de Abastecimento (Ceasa-DF), mesmo local onde ocorrerá a reunião aberta ao público e que terá, também, transmissão pelo YouTube.

“Trata-se de um passo obrigatório. Essa audiência vai trazer uma série de contribuições que a comissão avaliará se serão incorporadas ou não no edital”, explica o gestor. A empresa que ganhar a licitação terá direito de explorar o mercado por 35 anos. “Para, isso ela vai fazer uma remuneração à Ceasa, que é dona do espaço”,

A etapa seguinte será a abertura de licitação, o que deve ocorrer no fim deste ano. Se tudo der certo, as primeiras estacas da obra serão fincadas no primeiro semestre de 2022. O espaço reservado para a construção do mercado é toda a área verde que circunda a administração da Ceasa, com investimento global na casa de R$ 200 milhões. O empreendimento terá custo zero para o GDF.

A empresa que ganhar a licitação terá direito de explorar o mercado por 35 anos. “Para, isso ela vai fazer uma remuneração à Ceasa, que é dona do espaço”, afirma o presidente da Ceasa-DF, Sebastião Marcio Lopes.

A audiência é mais um passo para que a proposta saia definitivamente do papel. A escolha da empresa campeã da concorrência, a Architech Consultoria e Planejamento, se deu por análise de documentos de habilitação, plano de trabalho, planilha de custos financeiros, demonstração de experiência, cadastro técnico, termo de cessão de propriedade e direitos autorais.

Mercadão

Em janeiro, a Ceasa-DF divulgou o projeto vencedor que revelou os estudos técnicos, econômicos e jurídicos para a construção do Mercado Central. Estimado em R$ 150 milhões, o investimento ocupará uma área total de 39 mil metros quadrados e deve aumentar de 600 mil para 750 mil o número de pessoas que passam pelo endereço.

A ideia é que o empreendimento seja semelhante aos das grandes capitais brasileiras, como o Mercado Municipal de São Paulo, mais conhecido como Mercadão. O objetivo é que o local também seja um polo turístico e de lazer de Brasília, contribuindo para geração de emprego e renda da cidade.

“Terá uma área de alimentação para aquisição de produtos in natura, como frutas, verduras e legumes; restaurantes, bares, entre outros serviços para a população”, adianta Fernando Cabral.

O objetivo é que o local também seja um polo turístico e de lazer de Brasília. Cabral lembra que o mercado vai contribuir para a geração de emprego e renda da cidade. “Brasília não tem um espaço semelhante a esse”, pontua. “Temos estruturas menores. Inclusive, será um prédio em harmonia com a arquitetura modernista da capital, com concreto e aço”.

Com informações da Agência Brasília

 

 

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