GDF: diária e transporte custam R$ 24,2 mi, menor valor em 5 anos

O montante equivale a R$ 64 mil por dia. Do montante, mais da metade corresponde a despesa com locação, frete ou uso de veículos

Palácio do BuritiHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 24/01/2020 18:19

As diárias, passagens e despesas com locomoção custeadas com dinheiro público somaram R$ 24.223.358,53 em todo o ano de 2019, conforme dados do Portal da Transparência do Distrito Federal, atualizados nesta quarta-feira (22/01/2020). Apesar da cifra alta, o gasto é o menor dos últimos 5 anos.

Do montante, mais da metade corresponde a despesa com locação, frete ou uso de veículos para transporte de funcionários (R$ 11.585.523,38). O restante foi gasto com compra de passagens dentro do Brasil e para o exterior (R$ 5.451.185,07), serviço de agenciamento de viagens (R$ 5.254.989,97) e diárias (R$ 1.930.030,12), que inclui alimentação, pousada e locomoção urbana. O recurso é um benefício garantido ao servidor público quando este precisa representar o poder público local em outras unidades da federação.

De acordo com a assessoria do GDF, os números são reflexo da redução de gastos proposta desde o início do governo. “As viagens e despesas ocorrem quando são consideradas de extrema necessidade”.

A Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) lidera a lista de órgãos com os maiores gastos. A estatal pagou R$ 5.632.816,04, sendo a maior parte em “fretes e locação de veículos por necessidade de serviço”. A pasta afirmou que o valor gasto contabiliza principalmente as vans responsáveis pelo deslocamento das equipes que realizam trabalho externo.

“Ao todo, são transportados diariamente, nos 51 veículos locados, cerca de 450 pessoas além dos equipamentos necessários a execução dos trabalhos. Nesse contexto enquadram-se as equipes de poda, roçagem manutenção de jardins, tapa-buracos, manutenção de prédios públicos próprios, desobstrução da rede de águas pluviais e desentupimento de bocas de lobo”, explicou, em nota.

Para completar o pódio, está a secretaria de Esportes, com R$ 4,5 milhões, e a Secretaria de Saúde. Acionados, os dois órgãos se manifestaram. “99,05% do valor total foi gasto com Contratos de Prestação de Serviço visando atender despesas relativas ao Programa Compete Brasília, que atende a centenas de atletas do Distrito Federal. Em 2019, foram emitidas mais de três mil passagens, nacionais e internacionais, para os atletas do DF por meio do programa”, disse o primeiro órgão.

A Secretaria de Saúde esclareceu que a maior parte dos gastos são em função do programa Tratamento Fora de Domicílio, que custeia passagens e diárias para pacientes que estão fazendo tratamento em outros estados.

Primeiro escalão

Do primeiro escalão do GDF, o presidente da Agência Reguladora de Águas (Adasa), Paulo Salles, foi o que mais consumiu. Sozinho, alcançou a cifra de R$ 69,8 mil. “As viagens são para capacitação de servidores, bem como, participação de diretores, superintendentes e assessores em eventos técnicos nacionais e internacionais relacionados a temas inerentes à missão da Adasa, como água, saneamento básico, resíduos sólidos, dentre outros”, disse a pasta, em nota.

As viagens do ex-secretário de Relações Internacionais, Pedro Luiz Rodrigues, também custaram caras: R$ 47.537,79.

Por meio do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) é possível identificar, no Portal da Transparência, quanto cada um desembolsou com hospedagem, alimentação e deslocamento fora da capital.

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