Família fica sem renda após queda de torre de telefonia no DF

Acidente ocorreu na noite de terça-feira (08/10/2019), na Quadra 205 de Santa Maria. Na casa atingida, funcionava uma sorveteria

Divulgação/CBMDFDivulgação/CBMDF

atualizado 09/10/2019 13:46

Após uma torre de telefonia cair sobre uma sorveteria que funciona em uma residência de Santa Maria, a família do comerciante Márcio Antônio Reis Marciano, 34 anos, está impedida de trabalhar e, por isso, sem fonte de renda. A estrutura de 15 metros de altura despencou durante a chuva e ventania da noite de terça-feira (08/10/2019), atingindo também o carro que Márcio usa para trabalhar como motorista de aplicativo.

“Meu prejuízo é incalculável. Além do material, vou ficar sem as duas rendas da minha família. Ainda não recebemos nenhum contato da empresa responsável pela estrutura”, disse. Segundo Márcio, recentemente, a sorveteria passou por reforma e ele reabriu o comércio há duas semanas. “Sabíamos que a antena estava passando por uma manutenção. Ela está erguida no local há 10 anos, não apresentava riscos. O que achamos é que, com a obra, a base ficou comprometida e prejudicou a sustentação”, assinalou.

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A última visita dos técnicos ao local para realizar a manutenção ocorreu também na terça (08/10/2019), antes do acidente. Na manhã desta quarta-feira (09/10/2019), um profissional esteve no local, mas não deu esclarecimentos sobre o fato. “Estamos dependendo da empresa para retirar todo o entulho que ficou sobre a casa para que, de fato, possamos ver o tamanho do estrago”, lamentou Márcio.

Queda

O acidente ocorreu na Quadra 205, Conjunto J, por volta de 22h30 de terça-feira (08/10/2019). De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), chovia e ventava no momento do acidente.

A torre tem cerca de 15 metros de altura e ficou escorada em cima de dois pavimentos da casa, onde havia três carros estacionados. Dois veículos foram atingidos pela queda da estrutura metálica. Ninguém se feriu. Atuaram na ocorrência 20 militares com o apoio de cinco viaturas.

Após desligarem a energia da torre e evacuarem o local, os militares isolaram a área e acionaram a Defesa Civil. O órgão avaliou a estrutura e liberou o acesso aos moradores.

O serviço de manutenção é operado por uma empresa terceirizada e uma operadora de telefonia, paga pelo uso da antena. Até a publicação deste texto, o Metrópoles não havia conseguido contato com os responsáveis.

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