Família consegue liberação de corpo de atleta do DF morto no ES

Lucas Leite desapareceu após ajudar a tirar três pessoas do mar no Espírito Santo. Corpo foi reconhecido por treinador

Material cedido ao Metrópoles

atualizado 12/02/2020 20:18

A família de Lucas Alves Leite (foto em destaque), 19 anos, conseguiu a liberação do corpo do jovem, que morreu após entrar no mar da praia de Vila Velha, no Espírito Santo. Na ocasião, o atleta de Brasília tentava salvar uma criança, um adolescente e um adulto, mas se afogou. O cadáver desembarca rumo ao Distrito Federal na manhã desta quinta-feira (13/02/2020).

O custo do traslado gira em torno de R$ 8 mil. O valor já foi levantado pela família do atleta de taekwondo. A expectativa dos parentes é de que o enterro ocorra na sexta (14/02/2020), conforme informou o treinador de Lucas, Andreison Gomes.

Gomes foi quem reconheceu, informalmente, que o corpo localizado pelos bombeiros em uma praia nas proximidades, em Itaparica, era o do atleta. “Eu fiquei aqui [no Espírito Santo] para resolver todo trâmite. Já fiz o reconhecimento informal e agora estou aguardando para fazer o formal”, disse.

A liberação dependia de uma procuração assinada pela mãe de Lucas. O rapaz morava no Pedregal, no Novo Gama (GO), e treinava em Santa Maria.

Afogamento

Lucas viajou para acompanhar o sobrinho de 12 anos, que participava da competição. O jovem salvou uma criança de 12 anos, um adolescente de 14 anos e um adulto antes de desaparecer.

“Aconteceu entre 18h30 e 19h. Nossa categoria lutou no fim da tarde e a gente decidiu ir à praia de Itaparica depois. Os meninos queriam conhecer. Chegando lá, o Lucas tirou a camiseta e o celular e correu para a praia. Estava tudo bem. Entraram ele e duas crianças no mar”, contou Gomes.

“Logo depois, o pai das crianças percebeu que elas estavam longe da margem e entrou para a dar bronca, mas a maré virou e começaram a se afogar. O Lucas ajudou a salvar essas duas crianças. O pai também estava ajudando, mas começou a se afogar”, continuou.

Gomes disse que Lucas era aluno dele havia quatro anos. “Ele mora no Pedregal. É um menino do bem, prestativo”, comentou. Segundo o mestre, Lucas também ajudava a equipe a pedir doações em um semáforo do Setor de Indústria Gráfica (SIA) para custear os atletas nas competições.

 

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