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O estado de saúde do ex-senador boliviano Roger Pinto Molina permanece gravíssimo. Em boletim médico divulgado no fim da tarde desta terça-feira (15/8), a Secretaria de Saúde do DF informou que, apesar da indicação para cirurgia na mão do ex-parlamentar, ele ainda não está em condições para passar pelo procedimento. Molina sofreu um acidente aéreo, no último sábado (12/8), em Luziânia (GO), na região do Entorno do Distrito Federal.

Ainda de acordo com o boletim, o quadro do ex-senador continua instável, ele está sedado e respirando por aparelhos. Na segunda (14), o boliviano foi transferido para um leito de UTI no Hospital de Base do DF (HBDF), onde está internado desde sábado (12). No domingo (13), foi disponibilizada uma vaga na UTI do Hospital das Forças Armadas (HFA), mas o paciente não estava em condições de ser transferido.

De acordo com a Secretaria de Saúde, ao dar entrada no HBDF, Molina apresentava ferimentos diversos e traumatismo crânioencefálico. Os médicos fizeram drenagem bilateral no tórax e uma traqueostomia de urgência. Durante a noite e madrugada do dia do acidente também foram feitas tomografias, análises de raio X e laboratoriais.

Acidente
Molina pilotava uma aeronave que caiu em Luziânia (GO), Entorno do DF, no sábado (12/8). Técnicos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV), da Força Aérea Brasileira (FAB), estiveram no Aeroclube de Brasília, que tem sede operacional em Luziânia, para captura de fotos, coleta de documentos e entrevistas com testemunhas.

O modelo experimental do ultraleve pilotado pelo ex-senador possuía registro na Agência Nacional de Aviação (Anac) e tinha prefixo PU-MON. Roger Molina fez a parada em Luziânia para abastecimento. O destino final era Brasília, cidade onde ele mora. Um vídeo divulgado na página do Facebook Radar Luziânia On-line mostra a aeronave taxiando pouco antes da decolagem.

Asilo
Molina foi senador pelo Plano de Progresso para a Bolívia – Convergência Nacional, partido de extrema direita daquele país. Ele se tornou conhecido no Brasil em 2012. Acusado pelo governo Evo Morales em mais de 20 processos por irregularidades como dano econômico ao Estado, estimados na época em US$ 1,7 milhão, o ex-parlamentar se refugiou na Embaixada do Brasil em La Paz.

Conseguiu asilo no Brasil no ano seguinte sob alegação de perseguição política. Molina foi transportado de carro pela fronteira boliviana em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Sua fuga causou dissabores ao governo brasileiro e levou à demissão do então ministro das relações exteriores, Antônio Patriota.

O ex-senador também foi lembrado em 2016, dessa vez por conta do acidente com o avião da Chapecoense, na Colômbia. Ele era sogro do piloto da aeronave, Miguel Quiroga, e um dos donos da empresa Lamia. Quiroga era casado com Daniela, filha de Roger Molina, com quem teve três filhos.

 

 

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