Homem fez ameaça antes de matar ex no Entorno: “Vai morrer”

Cléber Rogério de Oliveira Soares é acusado de matar Denise Aparecida dos Santos no Novo Gama. Ele é considerado foragido

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atualizado 15/10/2019 9:39

A polícia procura Cléber Rogério de Oliveira Soares, 36 anos. Ele é acusado de matar a ex, no Novo Gama (GO), no Entorno do Distrito Federal. Denise Aparecida dos Santos, 46, levou um tiro no rosto na manhã dessa segunda-feira (14/10/2019). Antes, o homem deixou uma ameaça na parede da casa da vítima: “Vai morrer”.

O casal estava separado havia quatro meses. Cléber não aceitava o novo relacionamento da ex-parceira. “Ele teria invadido a casa de Denise no domingo e escrito ameaça de morte na parede. Então, ela foi para a residência de parentes e voltou para pegar algo. Ele estava lá dentro e atirou contra a ex-companheira”, contou Danillo Martins, delegado do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) do Novo Gama. Cléber é considerado foragido da polícia.

Em Planaltina-GO, outro caso, só que na noite de domingo (13/10/2019). Reginaldo da Silva entrou no apartamento onde Érica de Sousa, 41, morava e disparou três tiros contra a ex-parceira. Eles foram casados por 23 anos, mas estavam separados havia um ano. Antes de fugir, o feminicida ainda teria tentado matar o atual companheiro de Érica.

“Ele arrombou a porta. A filha deles, de 18 anos, tentou impedir que ele agredisse a mãe. A filha acabou ameaçada de morte pelo próprio pai”, detalhou o delegado Cristiomário Medeiros.

Neste 2019, o Metrópoles iniciou um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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