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Um casal que vive em São Paulo e gerencia um abrigo para menores na Cidade Ocidental, município goiano localizado no Entorno do DF, foi protagonista de uma história que vale muito a pena ser contada. Em uma linda atitude, eles adotaram, de uma só vez, cinco irmãos que seriam separados.

Gestora social, Veranilda Oliveira Guimarães, 50 anos, e o marido, Adalberto Franco Guimarães, 55, ferreiro aposentado, agora são os pais de Maria Vitória, 14, Pedro Henrique, 11, Miguel, 8, Gabriel, 7, e Victor, 4.

Tudo começou quando Vera, como é conhecida entre familiares e amigos, assumiu, em 2015, o controle da Casa Lar Rebecca Jenkings. Ela conheceu os irmãos, e o apego foi inevitável. Porém, algum tempo depois, descobriu que os menores seriam separados para facilitar o processo de adoção.

“É impensável alguém adotar, de uma só vez, cinco crianças. Eles já sabiam que havia essa possibilidade da separação. Em outubro de 2017, fomos informados pelo juiz que isso iria ocorrer. Conversei com meu esposo, que também conhecia a história deles, e concluímos que seria algo muito injusto. Então, resolvemos adotar”, diz.

As dificuldades eram muitas, mas Vera conta que, aos poucos, foram superadas. “O primeiro obstáculo era o espaço. Tivemos que mudar de casa e também comprar um carro maior. Claro que tem dificuldade, mas o retorno e a gratidão que recebemos por parte deles compensa tudo”, diz a mamãe orgulhosa.

Ela ressalta que todo o trabalho só foi possível graças à parceria com o Conselho Tutelar do município goiano, e cita os nomes de Rafaela e Raí, que auxiliaram durante o processo. Atualmente, Vera e o esposo têm a guarda provisória das crianças, mas já deram entrada na adoção definitiva.

Outra história com final feliz é a de Mariana, 18, que vivia no abrigo desde os 4 anos e foi adotada na semana passada. Ela vem de uma família muito pobre, com 11 filhos, separados na infância por conta de problemas do pai com vício e jogos. “O exemplo da Mariana trata de um tema muito importante, que é a questão da adoção tardia. Abrigo bom é abrigo vazio”, defende Veranilda.