Ibaneis promete criar pontos de lazer em postos desativados da PM no DF

A declaração foi feita durante cerimônia de inauguração da praça Francisco Ozanan, no Lago Norte, na manhã desta terça-feira (29/9)

atualizado 29/09/2020 11:19

Ibaneis inaugurando praça Francisco OzananRafaela Felicciano/Metrópoles

O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou a praça Francisco Ozanan, no Lago Norte, na manhã desta terça-feira (29/9). Na cerimônia, o governador Ibaneis Rocha (MDB) elogiou a gestão atual e prometeu a entrega de novas áreas verdes na capital.

Segundo o chefe do Executivo local, a ideia é inaugurar pontos de lazer em postos desativados da Polícia Militar do DF. Os postos comunitários da PM foram criados em 2008, com o objetivo de levar segurança às regiões em que estão instalados. Contudo, muitos se transformaram em locais abandonados, que frequentemente são alvo de incêndios intencionais e depredações.

“Nós tivemos aqui em Brasília vários desses pontos onde existiam as armações para a polícia, que foram retiradas e são áreas que estão abandonadas. Então, esse projeto ficou tão interessante que já pedi à Novacap que fizesse um levantamento de todas as áreas para que a gente possa ter pontos de encontro, pontos de lazer e pontos de ajardinamento na cidade. Nós vamos levar essa ideia, que foi uma grande ideia, para vários locais de Brasília, mostrando a importância da Novacap no cuidado com a cidade”, garantiu Ibaneis.

Durante o discurso, o governador ainda aproveitou para citar outros projetos que o GDF deve entregar em breve. “Brasília sai do abandono, depois de muitos anos”, destacou. “Estamos construindo sete UPAs na cidade para cuidar da saúde, temos projetos para 34 UBSs, diversos projetos na área de mobilidade que já estão andando – como é o caso viaduto do Recanto das Emas, tão sonhado por aquela população”, assinalou.

O governador ainda elogiou a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e disse que a gestão atual vai “deixar um belíssimo legado a esta cidade”. “Nós estamos tentando consertar, com a maior agilidade possível, aquilo que os outros não fizeram”, declarou.

Veja, abaixo, imagens da cerimônia de inauguração da praça:

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Dia de festa

A praça fica localizada na Qi 1 Ca 1 Conjunto 7. Na ocasião, Marcelo Oliveira, administrador do Lago Norte, afirmou que “hoje é um dia de festa” na região administrativa. “Uma homenagem a uma pessoa que desde 1968 está cuidando dessa cidade.”

“A importância de Francisco Ozanan nessa cidade foi transformá-la em um grande parque, para que os turistas, os moradores entrassem na cidade felizes. Transformamos um lugar que estava abandonado há muitos anos, com restos de construção, buracos, em uma homenagem tão bonita a uma pessoa tão importante para a cidade”, comentou Oliveira.

O diretor da Novacap, Fernando Leite, e deputado distrital Cláudio Abrantes também parabenizaram a iniciativa de homenagear Francisco Ozanan com a criação do espaço público. “Brasília é conhecida mundialmente pela sua arquitetura moderna, pelo arrojo de seu traçado urbanístico, mas, principalmente, pelo seu cuidado com o verde”, disse Leite.

“Nós construímos, aqui neste local, no Centro-Oeste brasileiro, um oásis de arquitetura, de prosperidade, de vida moderna, graças à maior área verde per capita do mundo. Nós temos a satisfação e a honra de entregar essa obra que o governador Ibaneis, em sua sensibilidade, determinou que fizesse”, completou.

Representando a Câmara Legislativa do DF, Cláudio Abrantes disse que a CLDF “está extremamente feliz e todos os parlamentares aplaudem essa iniciativa e esse reconhecimento”. “Quero parabenizar o governador Ibaneis, todo o governo, por essa sensibilidade em homenagear um herói da nossa casa”, enfatizou.

Francisco Ozanan

O engenheiro agrônomo Francisco Ozanan Correia Coelho de Alencar ficou conhecido como o “jardineiro de Brasília” e faleceu em 2016, aos 72 anos. Funcionário do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap, ele dedicou 40 anos de sua vida a embelezar a capital.

Ozanan foi o grande responsável pelas árvores e flores que enfeitam Brasília o ano todo e ajudou a tornar realidade o sonho de Lucio Costa, que queria que “os prédios residenciais nascessem como da clareira de uma floresta”.

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