Eleições 2022: número de votos brancos e nulos cai 45% no DF

A diferença entre o pleito deste ano e o de 2018 é de mais de 585 mil pessoas. Entre as abstenções, não houve grandes mudanças

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles
Urna eletrônica
1 de 1 Urna eletrônica - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A quantidade de eleitores que anularam ou votaram em branco nas eleições de 2022 no Distrito Federal é 45% menor em relação ao pleito anterior. Em números absolutos, o valor passou de 1,2 milhão de pessoas em 2018 para 703,2 mil neste ano.

O levantamento considera apenas os números do primeiro turno. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apesar de haver diferença de conceito, os dois tipos são ferramentas para o eleitor invalidar o voto.

O voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos e aperta a tecla “branco” da urna eletrônica. Já o voto nulo é caracterizado quando o eleitor digita um número que não corresponde a nenhum candidato.

Mais conhecimento

Na visão do cientista político Nauê Bernardo, a queda no número de pessoas que votaram nulo ou branco demonstra que há mais consciência de como podem exercer o direito de votar.

“Demonstra mais certeza e maior informação dos eleitores. Eles foram às urnas com muito mais certeza de em quem iriam votar. Não houve espaço para voto de protesto ou algo do tipo”, explica.

Abstenções

Em relação ao número de abstenções, eleitores que não compareceram às seções para votar, o número oscilou pouco. Saiu de 389,8 mil em 2018 para 386,2 mil em 2022.

Para Nauê, isso manda um recado. “As duas coisas [valores de votos nulos e brancos e abstenções] parecem contraditórias, mas não são”, diz.

Segundo ele, ocorreu mais conhecimento por parte da população em relação às obrigações de um eleitor. “Houve uma certeza maior de não ser preciso ir votar. Há algum recado silencioso, porque os eleitores vêm desistindo de votar, do sistema político e eleitoral. É preciso entender o que está gerando isso. Pode indicar uma insatisfação generalizada”, analisa Nauê.

Segundo turno

No DF, os eleitores voltarão às urnas em 30 de outubro para votar apenas para presidente da República. Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) decidirão quem vai presidir o Brasil pelos próximos quatros anos. É a sexta vez seguida que uma eleição presidencial não é definida no primeiro turno.

Esta é a nona eleição presidencial por meio do voto direto desde a redemocratização, no fim da década de 1980. O vencedor deste ano governará o Brasil de 1º de janeiro 2023 a 31 de dezembro de 2026.

 

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