Ibaneis comenta eleição e deseja “convivência harmônica” com Lula

Ibaneis afirmou, nas redes sociais, que se coloca à disposição do chefe da nação eleito. Lula (PT) assume a Presidência em 1º de janeiro

O governador Ibaneis Rocha (MDB), reeleito no primeiro turno para seguir governando o Distrito Federal, usou as redes sociais a fim de parabenizar o novo presidente eleito do Brasil, Lula (PT). Na mensagem, o emedebista falou em apoio e convivência harmônica com o petista, que assumirá a Presidência em 1º de janeiro de 2023.

Lula é eleito presidente do Brasil pela terceira vez

Ibaneis também desejou sorte ao novo mandatário do país. “O presidente é morador do Distrito Federal e, como governador reeleito, farei tudo para que tenhamos – e tenho certeza de que teremos – uma convivência harmônica para que possamos governar para todos”, disse.

Veja o texto publicado por Ibaneis:

O governador Ibaneis Rocha usou as redes sociais para se manifestar

Durante a campanha, Ibaneis declarou apoio ao candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL). A vice-governadora eleita do DF, Celina Leão (PP), também se manifestou.

No texto, ela afirmou que “aceita o resultado das urnas” e pediu paz. Veja:

 

Eleição

O pernambucano Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito, neste domingo (30/10), para presidir o Brasil pela terceira vez, 12 anos após deixar o cargo.

A vitória foi confirmada pela Justiça Eleitoral às 19h57, com 98,81% das urnas apuradas, quando o petista tinha 50,83% dos votos válidos (59.563.912), e Bolsonaro, 49,17% (57.627.462).

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Luiz Inácio Lula da Silva, nascido em 1945, é um ex-metalúrgico, ex-sindicalista e político brasileiro. Natural de Caetés, no Pernambuco, foi o 35º presidente do Brasil
De origem simples, Lula se mudou para São Paulo com a família quando ainda era criança. Na infância, trabalhou como vendedor de frutas e engraxate
Mais tarde, tornou-se auxiliar de escritório, foi aluno do curso de tornearia mecânica no Senai e, tempos depois, passou a trabalhar em uma siderúrgica que produzia parafusos, onde perdeu o dedo mínimo da mão esquerda
Em 1966, Lula começou a trabalhar em uma empresa metalúrgica. Em 1968, filiou-se ao Sindicado de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema e, em 1969, foi eleito para a diretoria do sindicato da categoria
Durante a ditadura militar, liderou a greve dos metalúrgicos e foi preso, cassado e processado com base na lei vigente à época. Foi justamente nesse período que a ideia de fundar o Partido dos Trabalhadores surgiu
Para formar a sigla, juntou representantes de movimento sindicais, sociais, católicos e intelectuais. Lula se tornou o primeiro presidente do PT. Durante a redemocratização, foi um dos principais nomes do Diretas Já, e no mesmo período, iniciou a carreira política
Em 1986, foi eleito deputado federal por São Paulo e, em 1989, concorreu pela primeira vez para presidente. Perdeu para Fernando Collor. Lula disputou o Palácio do Planalto outras duas vezes até ser eleito, em 2002
Cumprindo o primeiro mandato, foi reeleito em 2006, após disputa com Geraldo Alckmin, e permaneceu como presidente até 31 de dezembro de 2010
Durante o período em que foi chefe de Estado, ficou conhecido pelos programas sociais Fome Zero e Bolsa Família, pelos planos de combate à pobreza e pelas reformas econômicas que aumentaram o PIB brasileiro. No exterior, Lula foi considerado um dos políticos mais populares do Brasil e um dos presidentes mais respeitados do mundo
Após passar a faixa presidencial para Dilma Rousseff, Lula começou a realizar palestras nacionais e internacionais. Em 2016, foi nomeado por Dilma para comandar a Casa Civil, mas foi impedido de exercer a função pelo STF
Em 2017, Lula foi condenado pelo então juiz Sergio Moro por lavagem de dinheiro e corrupção, resultado da Operação que ficou conhecida como Lava Jato. A sentença levou Lula à prisão até 2019, quando ele foi solto após o STF decidir que ele só deveria cumprir pena depois do trânsito em julgado da sentença
Em 2021, o Supremo declarou que Sergio Moro foi parcial nos julgamentos e, consequentemente, todos os atos processuais foram anulados. Lula tornou-se elegível outra vez e, tempos depois, confirmou a intenção de se candidatar novamente ao Planalto