*
 

As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 terminaram às 19h (Horário de Brasília) em todo o país. A aplicação teve início às 13h30 deste domingo (4/11) e teve 5 horas e 30 minutos de duração.

Participantes com direito a tempo adicional, e que solicitaram o recurso de acessibilidade durante a inscrição, terão uma hora a mais de prova.  Deficientes auditivos e surdos que optaram pela videoprova em Libras terão duas horas a mais e poderão fazer suas provas até 21h (Horário de Brasília).

Os participantes fizeram redação sobre “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. Eles também responderam às questões das áreas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias, que somam 90 questões de múltipla escolha.

Homenagem
A escritora mineira Conceição Evaristo foi a homenageada neste ano. Trechos de sua obra foram selecionados e estão impressos nas provas do Enem.

Uma das responsabilidades do participante no Enem foi transcrever a frase apresentada na capa do Caderno de Questões para o Cartão-Resposta. Cada tipo de prova – são quatro cores diferentes, além das provas acessíveis – tem uma frase diferente. Uma das frases usadas na prova do Enem é: “E não há quem ponha um ponto final na história”.

A cada ano o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) elege uma personalidade ou um tema para as frases.

Mulher negra, nascida em 1946, em uma favela de Belo Horizonte, Conceição Evaristo concluiu o “curso normal” aos 25 anos e mudou-se para o Rio de Janeiro. É formada em letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em literatura brasileira pela PUC-RJ e doutora em literatura comparada pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Conceição Evaristo publicou Ponciá Vivêncio, seu primeiro romance, em 2003. É autora ainda de “Becos da Memória” e “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”. Em entrevista a uma revista, em 2017, Conceição Evaristo afirmou “A gente não pode esquecer a crueldade da regra. Que regra é essa da sociedade brasileira em que contamos nos dedos as mulheres negras que saem da posição de subalternidade em que somos colocadas?”

Primeira vez
Cerca de 5,5 milhões de inscritos realizaram a avaliação de humanas. Após horas de prova, muitos candidatos deixaram o Centro Universitário de Brasília (UniCeub), um dos locais de aplicação na capital federal.

Filipe Cardoso/ Especial para o Metrópoles

A estudante Beatriz de Souza disse que essa foi a primeira vez que fez o Enem como candidata. Antes, já havia feito como treineira. Ela disse que se preparou para a prova e que está otimista em conseguir uma vaga para o curso de Medicina.

“Quero medicina. Não estava mais difícil do que esperava. Fiz cursinho, fiz aulões no colégio. Chegava da escola e começava a estudar. O tema da redação foi menos difícil que o ano passado”, afirmou.

Família
Já Rebeca Santana, 16 anos, fez o exame como treineira. “Resolvi vir para ir me preparando para quando for candidata. Ainda não decidi o curso”, afirmou ao ressaltar que não achou a prova “muito difícil”. “O tema da redação não foi tão complicado”, finalizou.

Filipe Cardoso/ Especial para o Metrópoles

Ela não veio para o local de prova sozinha. O irmão Hiran Santana, de 17 anos, e o pai Iran Santana, 46, também vieram participar da seleção. “É primeira vez que faço como candidato. Quero ciências da computação”, destacou Hiran. Achei a prova um pouco fácil. O tema da redação que foi em parte, complicado”, completou.

Ao ser questionado sobre o motivo que o motivou a participar do Enem neste domingo, o pai dos dois inscritos respondeu: “Não queria esperar pelos dois no carro. Decidi vir fazer a prova também. Achei muito fácil. O tema da redação é bastante atual”, avaliou.