*
 

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou uma ação civil pública contra o Centro Educacional Ipê, em Águas Claras. Os promotores pedem à Justiça que a escola seja condenada ao pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos devido a maus-tratos praticados contra alunos sob sua responsabilidade. O valor deve ser revertido a uma instituição de educação infantil da rede pública em Taguatinga.

O caso veio à tona em 2015, quando foram divulgados vídeos em que duas professoras da escola apareciam agredindo física, psicológica e verbalmente crianças de 2 a 5 anos. Para a Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc), além das crianças diretamente agredidas, a coletividade também é vítima, pois a escola atendeu centenas de alunos nos últimos anos e somente uma das professoras acusadas trabalhou na instituição por sete anos.

A Proeduc argumenta que apenas a demissão das professoras responsáveis pelos maus-tratos não é suficiente: “Não é aceitável que uma empresa, especialmente com a natureza e dimensão da requerida, que atende mais de mil crianças por ano, continue suas atividades, simplesmente porque demitiu as profissionais, sem qualquer espécie de punição de caráter patrimonial, que tem o objetivo de inibir novas práticas abusivas”.

 

 

COMENTE

Águas ClarasMPDFTcentro educacional ipê
comunicar erro à redação

Leia mais: Educação