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A Justiça Federal determinou a desocupação da Universidade de Brasília (UnB) em 48 horas. A decisão foi publicada horas depois de estudantes pró e contra a ocupação da universidade entrarem em confronto na manhã desta segunda-feira (21/11). Caso os alunos não saiam de forma espontânea, o juiz destacou que a Reitoria da instituição tem o poder de requisitar o uso de força policial.

Desde o fim de semana, por meio das redes sociais, estudantes contrários à ocupação ameaçavam partir para o confronto com os alunos acampados no campus em protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição 55 (antiga PEC 241), que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos.

De acordo com a decisão da 4ª Vara Federal, o movimento é político, e não tem relação direta com a atividade acadêmica. Por isso, o juiz Itagiba Catta Preta Neto decretou a “imediata desocupação de todas as instalações da Universidade de Brasília, em qualquer de seus campi, ficando vedada qualquer atividade que impeça ou dificulte o exercício regular das atividades daquela Instituição.”

Na decisão, alega que a ocupação tem causado prejuízos de diversas ordens, impedindo os alunos de assistirem aulas e a aplicação de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

Confusão
Pela manhã, houve confusão quando alunos contrários ao movimento tentaram retirar barreiras formadas por carteiras, que impediam a entrada em salas de aula no Instituto Central de Ciências (ICC). Os universitários contra a ocupação, por conta própria, tiraram os bloqueios e pagaram um chaveiro para abrir os portões. Por volta das 11h30, os ânimos se acalmaram.

A discussão foi filmada por alunos. Confira nos vídeos abaixo:

 

O embate entre estudantes a favor e contra a ocupação tem sido frequente nas últimas semanas. No último dia 9, a Faculdade de Saúde foi tomada por alunos como forma de manifestação contra a PEC 55. Entretanto, colegas dos cursos tentaram impedir a ação, gerando tumulto no local.

Segundo a reitoria da UnB, uma comissão de negociação formada por diretores da instituição tenta ainda negociar a desocupação com os estudantes.

Via judicial
Na tentativa de acalmar os ânimos, grupos declaradamente contrários à ocupação entraram na Justiça para resolver o problema. Eles apresentaram uma representação ao Ministério Público Federal no DF (MPF-DF) após reunirem 3.048 assinaturas em favor da desocupação dos prédios.

 

 

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