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Foi uma tarde de festa para os quase 2 mil alunos que participaram, nesta terça-feira (4/12), da cerimônia de entrega do 2º Prêmio Controladoria na Escola. As 36 finalistas do projeto marcaram presença no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Neste ano, o projeto recebeu 109 inscrições, o que representou um total de 4,8 mil estudantes e 280 professores.

Em primeiro lugar na categoria 1, que compreendia turmas de 4° e 5° anos, o Centro de Ensino Fundamental Cerâmicas Reunidas Dom Bosco, de Planaltina, ganhou R$ 30 mil – recurso que deve ser usado em melhorias na instituição.

A vitória veio com a iniciativa de revitalização e preservação da área verde que rodeia a escola – por se tratar de área rural, ela tem uma grande extensão de mata nativa.

“Essa mata estava toda abandonada, detonada. Tiramos oito caminhões de entulho de lá, agora é um espaço pedagógico”, explica a professora do quinto ano, Lourdes Cosmo. Além da limpeza, os alunos agora podem contar com uma trilha.

O Centro Educacional Gesner Teixeira (foto em destaque), do Gama, também levou o valor de R$ 30 mil por ter vencido a categoria 2 – para alunos do 6º ao 9º anos do ensino fundamental e todos os anos do ensino médio. A instituição produziu de um vídeo crítico às práticas de pequenas corrupções do dia a dia, como colar na prova, por exemplo.

Os segundo e terceiro lugares de cada categoria ganharam R$ 20 mil e R$ 10 mil, respectivamente. As demais colocadas receberam R$ 5 mil cada uma.

“Alunos e professores, vocês nos fazem acreditar em uma educação de qualidade. Vocês têm um dia a dia atarefado e ainda assim se dispuseram a fazer mais”, discursou o controlador-geral, Lúcio Pinho Filho.

Além das unidades públicas, uma escola do Serviço Social da Indústria (Sesi) foi finalista e será premiada pela própria rede.

Professores engajados
Os professores que participaram também serão contemplados: 51 deles receberão prêmios, que somam R$ 240 mil.

Haverá ainda premiação para 63 estudantes das seis escolas mais bem classificadas. Eles ganharam uma viagem para um hotel próximo ao Distrito Federal, onde farão uma imersão nos temas aprendidos.

Nesta segunda edição, puderam disputar alunos do 6° ao 9° anos do ensino fundamental e do ensino médio de instituições civis e militares; do 4° e do 5° anos do ensino fundamental; e os da rede Sesi.

Como funciona o Controladoria na Escola
Lançado em 2016, o Controladoria na Escola incentiva a participação de docentes e estudantes em ações cidadãs e de controle social dentro do ambiente escolar.

As atividades são divididas em etapas. No primeiro momento, os professores das escolas inscritas são capacitados para orientar os alunos nas ações do projeto.

Na segunda fase, chamada auditoria cívica, os estudantes avaliam a unidade de ensino. Com os problemas apontados, identificam o mais importante e iniciam o desafio: buscar a solução. Eles planejam e executam, com o esforço de todos, projetos que modifiquem a realidade escolar.

A iniciativa começou com a participação de 10 escolas em 2016. No Centro de Ensino Fundamental 404 de Samambaia, por exemplo, os estudantes fizeram uma horta.

Em 2017, o projeto cresceu – teve 104 unidades inscritas e envolveu cerca de 4 mil alunos e 208 professores coordenadores.

Ganhador no ano passado, o Centro Educacional 14 de Ceilândia criou um aplicativo para monitorar a limpeza e a conservação do patrimônio