*
 

O Distrito Federal foi a oitava unidade da Federação que mais perdeu lojas com vínculos empregatícios no comércio em 2017. O levantamento divulgado pela Fecomércio-DF foi realizado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Entre empresas abertas e fechadas, a capital do país apresentou um saldo negativo, com perda de 664 estabelecimentos durante o ano passado. Apesar do número elevado, o índice ainda é bem menor do que o apurado em 2016: 2.356.

O presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, avalia que um conjunto de fatores explicam esse quadro. “Os números são preocupantes. Porém, se analisarmos de forma ampla, podemos perceber que a situação em Brasília está melhorando”, disse.

Ainda de acordo com Santana, impactam nesse resultado o alto custo do aluguel no DF, os encargos trabalhistas, impostos altos que os empresários enfrentam e a recessão observada nos últimos três anos. O ano em que Brasília teve o maior saldo positivo entre abertura e fechamento de lojas foi em 2010, quando a cidade ganhou 1.958 empreendimentos. A pesquisa começou a ser apurada em 2005.

Regionalmente, a reação do comércio foi semelhante em todo o país, uma vez que em 26 unidades da Federação foram registrados fechamentos líquidos de lojas no ano passado. Apenas em Santa Catarina o saldo ficou positivo em 207 lojas. O Rio de Janeiro foi o estado que mais fechou lojas em 2017, ao todo foram 6.314 mil empreendimentos eliminados, seguido por São Paulo (4.653) e Bahia (979). Em todo o país, o varejo brasileiro encerrou 19,3 mil estabelecimentos com vínculos empregatícios em 2017.

Os segmentos que mais tiveram lojas fechadas, nacionalmente, foram hiper e supermercados (5.692); material de construção (3.714); artigo de uso pessoal e doméstico (2.221); vestuário e calçado (2.110); móveis e eletrodomésticos (2.068); combustíveis e lubrificantes (1.842); veículos e peças (1.659); e livrarias e papelarias (487).