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De R$ 85 mil a R$ 500 mil. Saiba onde investir em imóveis no DF

Na contramão da crise econômica do Brasil, o setor imobiliário do Distrito Federal acena com sinais de recuperação, após dois anos de números desanimadores. Nesse período, a valorização de apartamentos, casas e terrenos estagnou e, assim, afastou investidores. Agora, porém, o mercado volta — ainda que timidamente — a atrair investidores no DF.

O Metrópoles consultou especialistas e elencou as seis regiões que despontam entre as mais favoráveis para comprar casas e apartamentos em curto e médio prazos. Na Asa Norte, no Noroeste, no Sudoeste, em Águas Claras, no Guará e em Sobradinho é possível encontrar empreendimentos de R$ 85 mil a R$ 500 mil. A elaboração da lista levou em consideração não somente as cidades que oferecem os menores preços, mas os atrativos de cada lugar, como mobilidade e propriedades com potencial retorno financeiro imediato, no caso, o residencial.

Destacam-se quitinetes e apartamentos de um e dois quartos — apenas os construídos —, hoje, os mais demandados, de acordo com os especialistas. A reportagem também levou em conta o índice de rentabilidade, medido pelo custo do investimento dividido pelo valor do aluguel. Ou seja, as regiões administrativas em que o empreendedor deverá recuperar mais rapidamente o dinheiro desembolsado. O medidor segue parâmetros do Boletim de Conjuntura Imobiliária, elaborado mensalmente pelo Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi-DF)

Além disso, a lista considera os valores mínimos de cada tipo de propriedade, mas dispensa fatores secundários, como vagas na garagem, idade do imóvel e área de lazer.

“O melhor momento para investir em imóveis no DF é agora. Quem demorar demais para investir, deverá perder excelentes oportunidades, porque os preços devem subir nos próximos meses”, prevê o presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Paulo Muniz.

O Índice de Velocidade de Vendas (IVV) do mercado imobiliário deste ano, verificado em pesquisa elaborada pela Ademi-DF e pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF), reforça o momento propício para adquirir imóveis residenciais.

De janeiro a julho, o IVV — que considera a quantidade de propriedades disponíveis e o número de comercializações — registrou média de 6,25%. No segundo semestre de 2016, contabilizou 5% e, do primeiro ao sétimo mês do ano passado, somou 4,17%. “Isso indica alta nos números de oferta e de vendas”, explica Muniz.

Curto prazo
Para os investidores que desejam retorno financeiro mais rapidamente, os imóveis do Plano Piloto — principalmente na Asa Norte — encabeçam a lista de melhores opções. “Tudo gira em torno do Plano Piloto. Por isso, a proximidade com o centro de Brasília é fundamental”, salienta o presidente do Secovi-DF, Hiram David.

A declaração é reforçada pela concentração de empregos no Plano Piloto (41,5%), de acordo com dados da última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDad), elaborada pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), referente a 2015.

A Asa Norte concentra diversas opções de serviços de diversão, lazer, alimentação e saúde, por exemplo, o que a valoriza mais do que outras localidades do DF — embora não seja contemplada pelo metrô, fator importante para valorização de uma área, afirmam especialistas. O que a torna mais atraente é a quantidade de instituições de ensino, com destaque para a Universidade de Brasília (UnB) e faculdades privadas.

Esta parte do Plano, portanto, atrai principalmente jovens universitários e solteiros, à procura de quitinetes e apartamentos de um quarto, como domicílio unipessoal, ou moradias de dois ou três quartos, propícias para repúblicas.

“Há muita gente que vem de outras partes do país para estudar em Brasília. Ou seja, enquanto houver a universidade e as faculdades, a procura por aluguel não sofrerá grandes quedas, apesar da grande rotatividade”, ressalta Fábio Buiati, diretor e fundador de empresa Ubiplaces, especializada no setor imobiliário.

Pensando nisso, o advogado Ricardo Mesquita, 44 anos, reservou fundos para investimento na Asa Norte. Ele deseja adquirir quitinete ou apartamento de dois quartos o quanto antes, para aproveitar a tímida ascensão do setor imobiliário.

“Estou esperando o preço médio do metro quadrado (R$ 7,7 mil) baixar. Quero continuar investindo neste setor para variar, não me limitar apenas a aplicações financeiras”, conta Mesquita, que possui, na Asa Sul, um apartamento de três dormitórios alugado. Segundo ele, o imóvel não tem a mesma rentabilidade que os da Asa Norte, onde é possível adquirir quitinetes por R$ 180 mil e apartamentos de um e dois quartos por R$ 260 mil e R$ 500 mil, respectivamente, em média, com rentabilidade que varia de 0,36% a 0,39%.

Promessa
Ao lado da Asa Norte, o Noroeste desponta como a área sobre a qual há mais expectativas imobiliárias. Último setor habitacional a ser construído na área tombada como patrimônio histórico e cultural da humanidade, a área tem infraestrutura precária — em algumas partes, faltam pavimentação e energia elétrica, além de saneamento. No entanto, os impasses não freiam a especulação em torno do local.

Mateo Cuadras, CEO da Wimoveis, empresa especializada em mercado imobiliário, ressalta que o Noroeste, apesar de ter elevado preço médio do metro quadrado (R$ 8,8 mil), oferece uma das maiores rentabilidades do Brasil. “Comprar imóvel para aluguel em Brasília é muito mais seguro que fazer o mesmo em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) ou Curitiba (PR)”, compara.

Fábio Buiati afirma que o Noroeste atrai, principalmente, pessoas das chamadas gerações Y (nascidos em meados da década de 1980 e início dos anos 1990) e Z (1988-2010). “Muitos deles são jovens e buscam uma moradia próxima do Plano após conquistarem a independência financeira.”

Na área, é possível encontrar quitinetes de R$ 260 mil e apartamentos de um quarto mais baratos, de R$ 240 mil, com índices de rentabilidade de 0,39% e 0,43%.

Solteiros
O alto crescimento do número de habitantes de Águas Claras é um dos trunfos dos investidores. A Taxa Média Anual de Crescimento populacional da cidade é 7,8%, uma das maiores do DF, cuja média fica em 2,3%. E mais: quem deseja empreender em imóveis da região deve focar em quitinetes e apartamentos. Isso porque Águas Claras lidera a relação das cidades que mais concentram residências de solteiros (35% de seus moradores), os chamados domicílios unipessoais.

Águas Claras é “agraciada” com três estações metroviárias, o que eleva a demanda por imóveis na região

 

Apesar dos impasses de tráfego no acesso ao Plano Piloto, a cidade tem o privilégio de abrigar três estações de metrô (Águas Claras, Arniqueiras e Concessionárias). “Uma das primeiras perguntas de quem nos consulta é sobre a proximidade entre o imóvel e a estação. Não querem enfrentar os problemas do trânsito”, afirma Buiati.

Além disso, em Águas Claras, as quitinetes e apartamentos de um e dois quartos têm preço médio do metro quadrado bem inferior ao Plano Piloto, R$ 5,1 mil.

Menor custo
Fora do eixo Norte-Sul do planalto central, mas próximos dele, Guará e Sobradinho aparecem como opções mais baratas. Entretanto, aspectos estruturais tornam uma dessas cidades mais atrativas.

Em Sobradinho, encontra-se imóveis residenciais com preços mais acessíveis (quitinetes por R$ 85 mil, por exemplo), e rentabilidade mais elevada — acima de 0,60%, o que desperta a atenção, principalmente, dos investidores. Mas é preciso levar em conta a demanda, maior no Guará, onde há duas estações do metrô (Feira e Guará).

E mais: a ligação de Sobradinho ao Plano se resume à Epia Norte, onde são frequentes os engarrafamentos. Já o Guará oferece diversas alternativas aos moradores, como Epig, EPTG e L4 Norte e Sul, por exemplo.

Dinheiro na mão
Desembolsar quantia como entrada de um imóvel e financiar o restante pode não ser tão viável para se investir neste momento, alertam os especialistas. Eles explicam que, diante da iminente alta nos preços do setor, aplicar o dinheiro neste segmento demanda urgência. E, o principal: as taxas de juros para financiamento imobiliário devem cair, por causa da previsão de queda da taxa básica de juros, o Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic).

Douglas Carvalho

Formou em jornalismo, em 2015, pela Universidade de Brasília (UnB). Cobriu a Copa do Mundo 2014 pelo Super Esportes, do Correio Braziliense, onde trabalhou de 2014 a 2016. É repórter de Cidades do Metrópoles desde agosto de 2017.

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