Donos de loja batem carro luxuoso de cliente na Cidade do Automóvel
Segundo relato da vítima, os empresários teriam mentido ao alegaram que o acidente ocorreu durante um test drive
atualizado
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Vender um carro ficou fácil. Basta anunciar na internet que interessados sempre aparecem. Foi isso que o empresário Jean Costa pensou. Ele anunciou seu Audi A4 no Mercado Livre e a loja V10 Multimarcas, da Cidade do Automóvel, entrou em contato dizendo ter um cliente pronto para comprar o veículo. Jean foi correndo, assinou os documentos de consignação e apenas esperou o dinheiro cair na conta. No entanto, quando achava que tudo estava resolvido, viu os problemas começarem.
Deixei o carro e nada de um retorno deles. Quinze dias depois, cansado de desculpas, fui até a loja e me falaram que o cliente tinha batido o meu carro no test drive, mas que não era nada sério, que iriam arrumar. Voltei uma semana depois para pegar o carro de volta e aí me falaram que a batida tinha sido séria, mas prometeram consertar tudo. Eu esperei de novo e nada. Até que eu cansei, fui lá resolver a situação e me ameaçaram com uma arma de fogo
Jean Costa
Assustado, Jean procurou a Polícia Militar para resolver o problema e foi orientado a ir à delegacia. “Eu fui registrar um boletim de ocorrência e descobri que já havia muitas reclamações sobre essa loja. Até encontrei o homem que teria feito o test drive. Ele me disse nunca ter encostado no meu carro. E eu sei que é verdade, pois depois do dia que eles alegam ter mostrado o carro para o comprador, o veículo foi multado seis vezes. Eu vou perder a minha carteira por causa disso”, desabafa.
Com a intervenção da polícia, o empresário conseguiu recuperar o carro, na verdade, o que sobrou dele. Segundo Jean, o veículo valia cerca de R$ 70 mil e a carcaça foi vendida por R$ 14 mil. “Sem contar o prejuízo que eu tive com as multas e com o advogado que eu procurei para tentar acionar essas pessoas na Justiça”, explica.
O Metrópoles tentou entrar em contato com a loja V10 Multimarcas mas não obteve respostas. As ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.
