“Ditadura nunca mais”, afirma distrital com lágrimas nos olhos. Vídeo

Arlete Sampaio se emocionou nesta tarde. Parlamentares criticaram golpe militar de 1964 e defenderam a Democracia

atualizado 31/03/2021 17:49

Arlete SampaioRafaela Felicciano/Metrópoles

Chorando ao final do discurso, a deputada distrital Arlete Sampaio (PT) criticou o período de ditadura militar no Brasil, na sessão plenária da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), na tarde desta quarta-feira (31/3). Há 57 anos, em 31 de março, o Brasil viveu o golpe militar de 1964.

Para a distrital, somente em um ambiente democrático a população pode debater as questões importantes para o Brasil, a exemplo das medidas de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Segundo a distrital, apenas na Democracia, o povo pode fazer críticas.

Segundo Arlete, o Brasil não pode viver novos períodos de ditadura. “Nós não podemos mais permitir que isso volte a acontecer. Por isso, temos que fazer com que neste dia 31 de março a nossa memória se reaviva, para que nunca mais se repita. Ditadura nunca mais!”, afirmou.

Logo depois, a parlamentar chorou.

Veja o discurso:

“A Democracia é o melhor regime que pode existir. Porque é o único que pode se autocorrigir. E ela precisa ser aperfeiçoada cada vez mais”, explicou.

Segundo a parlamentar, durante a ditadura, o Brasil foi governado por indivíduos que se portavam como imperadores e que fecharam todas as representações democráticas. “Considerando os brasileiros e brasileiras, quaisquer que fossem, que minimamente pudessem fazer críticas como se fossem inimigos da nação”, pontuou.

A distrital voltou a denunciar os episódios de tortura de presos políticos, após o golpe militar. “A gente precisa trabalhar para impedir qualquer tentativa de voltarmos a esse tempo sombrio”, alertou.

A fala de Arlete foi elogiada no plenário virtual da CLDF. Outros parlamentares também criticaram o golpe de 64, a exemplo de Leandro Grass (Rede), Júlia Lucy (Novo) e Fábio Felix (PSol).

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