DF vai abrir mais 230 leitos de UTI para Covid-19 em combate à 2ª onda

Medidas foram apresentadas nesta quarta, durante o anúncio do Plano de Mobilização de Leitos. Hospital de Samambaia é o 1º atendido na ação

atualizado 30/12/2020 14:51

Jacqueline Lisboa/Especial Metrópoles

O Governo do Distrito Federal apresentou, na manhã desta quarta-feira (30/12), o Plano de Mobilização de Leitos exclusivos para Covid-19 na capital. Segundo o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, serão abertos 151 novos leitos de UTI na primeira etapa do plano, mediante o risco de uma segunda onda de infecção do coronavírus. Já na segunda etapa, serão contratados outros novos leitos, somando, ao todo 230.

A primeira etapa do plano, a de Mobilização, será dividida em sete fases. Nesta quarta-feira, na primeira fase, 10 leitos já foram abertos no Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Outros 10 estão previstos para serem inaugurados até o fim do dia. Na noite de terça-feira, 100% das unidades exclusivas para o tratamento estavam ocupadas no HRSam.

A segunda fase de mobilização do plano pretende abrir 40 novos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para o tratamento de pacientes da Covid-19 no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), em duas semanas. A fase 3 de mobilização prevê 20 novos leitos de UTI no Hospital Regional da Asa Norte (Hran); a fase 4, 20 leitos no Hospital Regional do Gama (HRG); a fase 5, 10 leitos no Hospital Regional de Ceilândia (HRC); e a fase 6, 18 leitos no Hospital Universitário de Brasília (HUB). Por último, na fase 7, serão mais 23 leitos de UTI nos hospitais contratados – Daher, Home e São Francisco. Ao todo, são 151 leitos nas 7 fases de mobilização.

Em sequência, terão início quatro fases da etapa de ativação. Isto é, a implementação de leitos que dependem de contratação. São elas:

  • Ativação 1: Mobilização de 20 leitos de UTI do Hospital de Campanha da Ceilândia (modificação de leitos de Enfermaria Covid para UTI Covid, com previsão para o dia 20 de janeiro de 2021)
  • Ativação 2: Mobilização de 7 leitos de UTI do Hospital Regional de Samambaia (ocupação de espaço já construído e equipado para UTI COVID, com previsão para o dia 20 de janeiro de 2021)

  • Ativação 3: Mobilização de 20 leitos de UTI do Hospital Daher (contratação por meio de contrato específico para leitos de UTI COVID).
  • Ativação 4: Mobilização de 20 leitos de UTI do Hospital de Base (contratação por meio do Iges-DF)

Com isso, o total de leitos de UTI das fases de Mobilização e Ativação, incluindo outros 12 pediátricos – sete no Hospital da Criança de Brasília (HCB), dois no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), dois no Hospital de Base e um no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) – que podem ser convertidos em UTI Covid, caso necessário, será de 230. Com os já existentes, a soma chega a 382 leitos de UTI Covid no DF.

Ocupação de leitos

Hoje, são 162 leitos de UTI disponíveis nos hospitais do DF. Destes, 143 estão ocupados. Segundo dados da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), atualizados às 18h10 desta terça, 69,9% das UTIs do DF, na rede pública, estavam em atendimento. O número inclui os leitos de UTI pediátricas e adultas que não estão bloqueados.

De acordo com Okumoto, o trabalho da pasta em remobilizar leitos é “preventivo”. “Todas as vezes que aumenta o percentual de pacientes em utilização de leitos Covid, há necessidade que a gente tenha mais leitos de UTI disponíveis, já fazendo um trabalho preventivo, para que não venha faltar a esses pacientes que se agravam”, afirmou o secretário. “Apesar de tudo, ninguém ficou sem atendimento, sem medicamento. Tudo ocorreu na medida do possível”, completou.

As medidas apresentadas nesta quarta vão sistematizar ações a serem desenvolvidas pela pasta, que vai monitorar ainda mais de perto a situação da pandemia. Objetivo é fazer a disponibilização de leitos conforme a real necessidade dos pacientes que procurarem o sistema de saúde. Nessa intenção, foi instituída a Comissão de Remobilização e Desmobilização de Leitos.

O secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Sanchez, explica que a abertura dos leitos será realizada conforme a necessidade da rede de saúde. “Quando for preciso, a gente ativa. Uma fase inicia após a outra, quando tiver necessidade”, diz.

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Insumos e vacinação

Sobre a previsão de início da vacinação no DF, o secretário de Saúde informou que a pasta deve seguir o cronograma federal.

“Ontem, pela manifestação do secretário executivo do Ministério (da Saúde), as vacinas poderão estar chegando a partir do dia 20 de janeiro até 10 de fevereiro. Então, a gente trabalha através das informações do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, para que essa programação seja efetivada”, disse.

De acordo com o subsecretário de Logística da Secretaria de Saúde, Artur Felipe Siqueira, o DF tem atualmente em estoque 1,2 milhão de seringas de 3 ml, usadas para a vacinação, e espera receber mais 1 milhão até 10 de janeiro. Hoje, a pasta dispõe de mais 1 milhão.

“Com isso, fechamos o total de 3,2 milhões, que cobre toda a população do Distrito Federal. Então, em termos de seringa para a vacina, não há motivo para preocupação”, comunicou.

“Estamos com 17% a mais de melhoria no percentual de abastecimento, tanto de medicamentos, como de materiais. Estamos com todos os EPIs abastecidos na rede. Na última semana, antes do Natal, fizemos uma aquisição de 2,4 milhões de luvas de procedimento. Elas estão sendo distribuídas em sistema de cautela semanal, para que haja o abastecimento das unidades e não haja o desperdício desses insumos”, informou Siqueira.

A pasta declarou ainda que, nos meses em que o DF esteve no platô de contaminação, entre julho e agosto, a capital registrou o mais alto número de leitos para atendimento decorrentes da Covid-19.

Em 8 de agosto, o DF chegou ao maior número de pacientes internados: foram 532 leitos ocupados – 140 de UCI e 392 de UTI. “Esses leitos poderão ser mobilizados novamente, caso haja necessidade, de acordo com os indicadores observados”, afirmou Osnei.

A média móvel de mortes por Covid-19 no Distrito Federal subiu para 10,28 nesta terça-feira (29/12). Na comparação com o indicador apurado há 14 dias, houve queda de 4%, o que mostra estabilidade na quantidade de mortes.

Desde o início da pandemia de coronavírus, o DF já notificou 250.457 contaminações e 4.241 óbitos em decorrência da doença. Nas últimas 24 horas, foram 18 mortes e 721 novas infecções.

A mobilização de leitos Covid-19 se dará por dois tipos:

• Remobilização de leitos: ampliação do número de leitos para atendimento aos pacientes com coronavírus.

• Desmobilização de leitos: redução do número de leitos para atendimento ao pacientes.

Veja, na íntegra, o plano apresentado pelo GDF:

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