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Familiares, amigos, autoridades e representantes do setor produtivo se reuniram na tarde desta quinta-feira (5/7), na capela 3 do cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, para o último adeus ao presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Luiz Carlos Botelho Ferreira. Apesar da comoção, para as pessoas que conviveram com Botelho, a sensação era de dever cumprido.

Como presidente do Sinduscon, Botelho participou ativamente da elaboração de projetos importantes para o DF. Ele contribuiu com o Código de Obras e na Lei de Uso e Ocupação do Solo. Durante a reforma da previdência dos servidores do DF, Botelho mediou debates entre o secretariado de Rollemberg, deputados da Câmara Legislativa do DF e empresários. As sugestões apontadas nessas discussões estão inclusas no texto em vigor da lei.

Engenheiro, Botelho morreu em decorrência de complicações pós-cirúrgicas, depois de ter sofrido um infarto. Em meio a uma agenda de pré-campanha, repleta de compromissos, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) compareceu ao velório para prestar solidariedade aos familiares. O chefe do Executivo local também decretou luto oficial de três dias.

“Comprometida com a cidade”
Outro pré-candidato ao Palácio do Buriti Izalci Lucas (PSDB-DF) disse que Brasília perde muito com a morte de Botelho. “Ele era uma pessoa muito comprometida com a cidade, ativo e participativo. Ele tinha uma visão muito ampla do contexto empresarial e político para muito além do Sinduscon”, lamenta Izalci.

Amigo de Luiz Carlos Botelho há mais de 25 anos, o presidente da Federação das Indústrias de Brasília (Fibra), Jamal Jorge Bittar, acredita que ele era uma pessoa com um bom coração e excelente capacidade de conciliação.

“Se eu for falar com o coração, eu vou chorar. Ele era um amigo de muitos anos, parceiro mesmo. Muito inteligente, educado, gentil. Não é só o que ele fez pelo Sinduscon ou pela indústria da construção civil, é pela pessoa maravilhosa que ele era que eu lamento profundamente”, emociona-se.