DF tem queda de homicídios, mas aumento de mortes com armas brancas
Segundo o secretário Sandro Avelar, o DF conseguiu o recorde na queda da taxa de homicídios em toda série histórica desde 1977
atualizado
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A queda histórica do número de homicídios e o aumento de lesão corporal seguidas de morte com armas brancas foram os destaques do Primeiro Anuário da Segurança Pública do Distrito Federal, lançado nesta quarta-feira (18/6).
Segundo o secretário da pasta, Sandro Avelar, o DF chegou à menor taxa de homicídios em toda série histórica, iniciada em 1977.
Veja os números:
“Em 2024, nós tivemos a menor média de homicídios a cada 100 mil habitantes. Foram 6.9 homicídios a cada 100 mil habitantes, quando a média do Brasil é superior a 20”, pontuou Avelar. De acordo com o secretário, a taxa no DF é semelhante à de países europeus.
Por outro lado, o DF teve o aumento do número de casos de lesão corporal com morte envolvendo armas brancas. Segundo o anuário, em 2024 o DF registrou 207 homicídios. Deste total, 94 foram cometidos com arma branca. Ou seja, 45% do total de mortes.
“Tivemos a elevação dos números de lesão corporal seguida de morte, sobretudo com utilização de armas brancas. O que também nos permite identificar um novo perfil de crime. O que vai nos permitir nos dedicar a combater esse crime especificamente”, comentou.
As armas brancas também foram o principal instrumento de outros crimes graves em 2024. Entre os 23 feminicídios registrados, 39% foram com lâminas. No caso dos 8 latrocínios 50% foram com objetos perfurantes ou cortantes.
Entre as vítimas de homicídio em 2024, 197 foram homens e 10 mulheres. Em 2023 houve registro de 234 homicídios no DF. Ou seja, na comparação entre os dois anos, houve queda de 12%.
Feminicídios
Durante o lançamento do anuário, a deputada distrital Jane Klébia (MDB) destacou a necessidade do esforço contínuo na luta contra o feminicídio. A parlamentar relembrou que em 2025, o DF já registrou 12 casos.
O número de feminicídios tem tido aumentos e quedas. Em 2017, foram 16. Durante 2019, chegou a 33. Caiu para 16 em 2020. Subiu para 26, em 2021. Recuou para 20, em 2022. Avançou até 31, em 2023. Ficando em 23, em 2024.
Latrocínio
Segundo o anuário, o latrocínio está em queda franca no DF há cinco anos consecutivos. Em 2020, 2021, 2022, 2023 e 2024, foram registradas, respectivamente, 32, 23, 20, 18 e 8 mortes de vítimas durante roubos.
No caso de lesão corporal seguida por morte, o número de casos saltou de 1 para 13, entre 2023 e 2024.
O estudo também demonstrou que as policias do DF estão entre as menos letais do Brasil. Segundo o anuário, os números de casos de Morte por Intervenção Legal de Agente do Estado foram de 16, 28 e 15, respectivamente em 2022, 2023 e 2024.
Desaparecidos
O levantamento também mapeou os desaparecimentos. Em 2024 foram registrados 2268 casos. No mesmo período, 2228 pessoas foram localizadas.
Na avaliação de Avelar, o anuário é uma ferramenta para a adoção de uma política pública de segurança baseada em evidências, com dados de cada uma das regiões administrativas.












