DF: PT tem mais filiados e PSL é a sigla com maior crescimento

Na atualização dos cadastros realizada pelo TRE, Partido dos Trabalhadores no DF conta com mais de 23 mil associados. PSL subiu 205%

Giovanna Bembom/MetrópolesGiovanna Bembom/Metrópoles

atualizado 08/11/2019 23:54

Os partidos políticos brasileiros enviam aos Tribunais Regionais Eleitorais duas vezes ao ano, em abril e outubro, os cadastros atualizados de filiados. Depois, os dados são verificados e compilados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Metrópoles comparou os números no período de um ano, de outubro de 2018 a outubro de 2019. O Partido dos Trabalhadores (PT-DF) e o Partido Social Liberal (PSL-DF), do presidente Jair Bolsonaro, são dois destaques nessa análise.

O PT-DF atinge o topo da tabela pela primeira vez, após trabalho de formalização que o fez pular da sexta à primeira colocação em 18 meses. No comparativo anual, são mais de 5 mil filiados suplementares, o maior contingente. Proporcionalmente, a distinção fica com o Partido Social Liberal (PSL), que viu triplicar o número de membros – saiu de 1.683 e agora tem 5.140.

A atualização dos cadastros é de responsabilidade dos partidos, e a data-limite há de ser respeitada, particularmente em ano eleitoral, quando a contagem do prazo de filiação precisa ser observada para os candidatos. Em 2018, no DF, trapalhadas burocráticas no PTB ameaçaram a eleição da distrital Jaqueline Silva, que teve que recorrer ao TSE.

O secretário de Organização do PT, Jacy Afonso, que acaba de ser eleito presidente da sigla, explica que o aumento se deve, em grande parte, à decisão de formalizar o cadastro junto ao TRE-DF, o que antes não era prioridade. Militante desde a legalização do grupo, em setembro de 1981, ele constata um aumento da mobilização dos jovens desde a campanha das eleições gerais de 2018.

“Os temas ‘Marielle’ e ‘Lula livre’, além do fortalecimento da oposição ao governo Bolsonaro, explicam o incremento tanto do PT quanto do PSol”, avalia Jacy, que toma posse em 7 de dezembro.

PSL

Deputada federal eleita em Brasília pelo PRP em 2018, Bia Kicis ingressou no PSL logo no início do mandato. Foi presidente interina da legenda até o mês passado, quando uma crise sacudiu o partido do presidente da República. Sobre a triplicação do número de filiados em 2019, ela declarou que “o crescimento se deu única e exclusivamente por causa do Bolsonaro”.

Para efeito de comparação, foram agrupados, nos números de 2018, os partidos que se fundiram em 2019: o PHS foi incorporado ao Podemos; PRP, ao Patriota; e PPL, ao PCdoB. Depois de atingir o pico de 35 partidos registrados na eleição passada, o Brasil agora dispõe de 32 agremiações partidárias.

Todos os partidos do top 10 estão em queda, com exceção do PTB, que sobe uma posição. A deputada distrital Jaqueline Silva assumiu a presidência regional da sigla em dezembro de 2018 e, imediatamente, determinou uma grande campanha de filiação. “Nós vamos voltar a ser um dos cinco maiores partidos, assumindo a linha histórica de defesa intransigente do trabalhador e resgatando o legado de Getúlio Vargas”, afirmou.

Confira como estão as 32 legendas no Distrito Federal:

Apesar da fama e da presença do governo e dos parlamentos federais, o DF não é a unidade “mais politizada” da União. Com 217.884 filiados no universo de 2.083.742 eleitores, a capital apresenta uma taxa de 10,45% de comprometimento partidário. Abaixo da média nacional (11,39%) e longe dos 19,41% do Tocantins, por exemplo. Somente Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo têm proporção de filiados inferior à da capital federal.

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