DF: para manter empregos, operários desistem de férias coletivas

Acordo foi fechado com sindicato patronal nesta terça-feira (24/03). Ainda assim, haverá redução de carga horária e de salários

atualizado 24/03/2020 23:25

Os sindicatos que representam os trabalhadores e empresários da construção civil no Distrito Federal entraram em acordo, nesta terça-feira (24/03), sobre a continuidade dos trabalhos nos canteiros de obras, mesmo com o avanço da pandemia de coronavírus (covid-19). A proposta foi aceita para que o setor não demita durante o período de crise econômica.

A ideia inicial dos trabalhadores era que as empresas concedessem férias coletivas de 15 dias, até que o pico da covid-19 passe. Entretanto, a proposta patronal foi de que o período longe dos canteiros não fosse remunerado, o que prejudicaria os mais pobres.

Segundo o acordo, os salários poderão ser reduzidos em até 25% se também reduzida a carga horária, e desde que a iniciativa seja aceita pelos empregados. O volume de operários nas obras também terá que ser observado pelas empresas, evitando a aglomeração de pessoas, o que facilita a proliferação do coronavírus.

Os patrões acolheram o pedido para que aqueles funcionários de áreas administrativas e de funções não essencialmente presenciais possam realizar suas atividades por teletrabalho.

O acolhimento das medidas acabou sendo um caminho mais seguro para a manutenção dos empregos, explicou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília (Sticombe), Raimundo Salvador.

“Foi uma forma que encontramos de manter os empregos. Estamos em um momento difícil e não conseguimos as férias coletivas. Mas temos o compromisso dos patrões de dar melhores condições para evitarmos o contágio dos trabalhadores”, explicou Salvador.

O acordo foi comemorado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF), que dará continuidade às atividades. A entidade vinha afirmando que há um ambiente seguro para o desenvolvimento das atividades de construção, por isso não se fazia necessária a interrupção das atividades.

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