DF: chamado de “Gordinho” e “Playboy”, homem mata outro a facadas

De acordo com delegado, vítima teria dado um tapa na cara do estudante suspeito do homicídio

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atualizado 03/01/2020 13:01

Investigadores da 4ª Delegacia de Polícia (Guará) apresentaram Alex Eduardo Alves da Silva, 28 anos, suspeito de matar a facadas Jhonata de Melo Oliveira, 32. O crime ocorreu na manhã do dia 1º de janeiro de 2020, no Guará II. De acordo com os policiais, o estudante teria cometido o assassinato por sofrer bullying.

Segundo o delegado Douglas Fernandes de Moura, Jhonata, mesmo não sendo amigo ou tendo intimidade com Alex, o chamava de “Gordinho” e “Playboy”, entre outros apelidos pejorativos.

“Os dois moravam no Guará e não eram conhecidos. Apenas tinham amigos em comum. Mesmo assim, Jhonata praticava bullying com Alex, o que deixava ele muito chateado”, afirmou o delegado.

O crime ocorreu nos arredores de um bar na QE 42 do Guará II, por volta das 11h do primeiro dia do ano. Alex estava bebendo no depósito de bebidas quando Jhonata chegou e deu um tapa no rosto do estudante. Depois disso, Alex saiu do comércio e buscou uma faca em um chaveiro próximo.

Ao voltar, o estudante tentou esfaquear Jhonata, mas a briga acabou separada por pessoas que estavam no local. Alex saiu do depósito, mas a vítima, com um pedaço de pau na mão, foi atrás do estudante e o chamou para brigar “na mão”.

Em um certo momento, Jhonata largou o pedaço de pau. Foi quando Alex tirou a faca da cintura e atingiu o outro com três golpes — um nas costas e dois na barriga.

Escondido

O estudante fugiu e escondeu a arma do crime. Entretanto, nessa quinta-feira (02/01/2020), foi descoberto, por meio das investigações, escondido na casa de parentes na região de Pedregal. Alex acabou preso em flagrante, segundo ele, quando se encaminhava para se entregar na 4ª DP do Guará.

Ao ser preso, o rapaz afirmou que não sabia que Jhonata havia morrido após as facadas. Disse que não conseguiu dormir após o crime e que não tinha a intenção de matar a vítima.

Alex tinha passagens por lesão corporal e posse de drogas. O rapaz havia se demitido do antigo emprego para se dedicar aos estudos: tinha o objetivo de passar em concursos.

Jhonata estava desempregado e em liberdade provisória desde agosto de 2019 pelos crimes de roubo, receptação e furto. Alex vai responder por homicídio e pode pegar de 6 a 20 anos de pena.

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