DF: carro de médico morto passa por nova perícia em delegacia

Viúva e enteado da vítima estão na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). "As investigações estão andando", disse Viviane Rodrigues

atualizado 05/12/2019 15:09

Andre Borges/Especial para o Metrópoles

Viúva do médico Luiz Augusto Rodrigues, 45 anos, Viviane Santos Rodrigues, 44, foi à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) nesta quinta-feira (05/12/2019). Além de acompanhar o filho, que será ouvido pelos investigadores, levou o carro da vítima para ser periciado. “As investigações estão andando. Já fui ouvida tanto pela PCDF como pela corregedoria da PM e eles estão empenhados em apurar logo esse caso”, disse.

Luiz Augusto foi morto com um tiro na cabeça durante ação da PM na 315 Sul, no dia 28 de novembro. “Eles disseram que estavam esperando o nosso luto passar e agora estamos mais confiantes de que tudo será brevemente esclarecido”, destacou. O carro foi entregue para ser periciado pela segunda vez, de acordo com Viviane.

O policial reformado da PM Ringre Pires, que estava ao lado do médico no dia do crime, também voltou a prestar depoimento. Ele foi ouvido durante três horas pelo delegado-chefe da 1ª DP (Asa Sul), Gerson Salles. Saiu pelos fundos e não falou com a imprensa. Segundo o advogado Marcos Venício Fernandes Arêdes, que o representa, o sargento repetiu o que havia dito antes.

“Ele mantém a afirmação de que não apontou a arma para a PM. Até por ser policial e experiente com mais de 30 anos servindo a corporação, ele jamais teria uma atitude dessas. O meu cliente narrou os fatos e acreditamos que nada restará para ele a não ser ficar como testemunha de uma fatalidade dessas”, assinalou.

Ainda segundo o advogado, tanto Ringre como a esposa dele, que estava com o marido e o médico no dia do crime, estão muito abalados psicologicamente. “É uma situação muito complicada. Ela também presenciou tudo e será ouvida. Porém, pedimos o adiamento do depoimento para a próxima semana, para ela ficar mais tranquila porque ainda está sem condições de falar”, apontou.

 

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O filho e enteado do médico, Victor Hugo Santos Sales Correia, 22, também será ouvido. “Acredito que querem saber sobre como era o Luiz e esse amigo dele [o policial reformada que estava com a vítima no momento do crime]”. Estamos esperançosos de ter justiça, mas, apesar disso tudo, nada vai trazer o Luiz de volta. É uma forma de ter um conforto no coração mesmo sem ter ele entre a gente de novo”, pontuou.

Após colher o depoimento de sete pessoas sobre a morte do médico, investigadores da 1ª DP ainda não sabem se o endocrinologia foi assassinado ou atingido, por engano, pelos policiais militares que o abordaram naquela madrugada, na Entrequadra da 314/315 Sul. Os PMs alegam terem reagido a uma ameaça, mas essa versão ainda não ficou comprovada.

O delegado Gerson Salles confirmou que o PM reformado manteve a versão. “Respondeu as nossas perguntas mais detalhadamente”, disse. Ainda segundo o chefe da DP, na próxima semana, os três PMs que estavam na operação que resultou na morte do médico e a esposa de Ringre prestarão esclarecimentos novamente.

“A corregedoria da PM também está apurando porque a arma que disparou é da corporação, de um policial da ativa. Eles têm que apurar isso. Mas o inquérito é nosso”, pontuou.

Na próxima segunda-feira (09/12/2019), haverá uma reunião com o Instituto de Criminalística (IC) para acelerar a conclusão dos laudos. “Demora 30 dias para ficarem prontos e queremos concluir isso o quanto antes para não deixar virar o ano”, afirmou o delegado.

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