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Nove dias após o desabamento do viaduto no Eixão Sul sobre a Galeria dos Estados, as intervenções provisórias para permitir o fluxo de pedestres e de veículos na região central de Brasília foram entregues. As duas alças de ligação, o alargamento de outras duas faixas já existentes, bem como a passagem pelo Buraco do Tatu amanheceram liberadas nesta quinta-feira (15/2).

Quem anda pela região também pode cortar o caminho pela parte do viaduto que está escorada. O GDF garante que o local está seguro.

A cozinheira Maria de Lourdes, 35 anos, foi uma das primeiras a passar pela área liberada aos pedestres. “Bom que eles garantiram segurança. Desço na parada aqui em frente e subo até o restaurante que trabalho, no Setor Comercial Sul. Estava ruim dar uma volta enorme todos os dias”, comemorou.

 

 

O vendedor Luciano Ramos, 32, também ficou contente com a liberação da passarela: “Assim, a gente não corre risco de ser atropelado nessa via, que é muito movimentada. Eles prometeram que entregariam depois do Carnaval e ficou pronto. Agora, o povo quer saber o prazo de toda a obra”.

Críticas
O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) visitou o local por volta das 6h e agradeceu o empenho dos servidores envolvidos em entregar os desvios e a passagem em curto espaço de tempo.

O chefe do Executivo voltou a dar explicações sobre o motivo de não ter feito obras de reparação e manutenção no viaduto, conforme determinação do Tribunal de Contas do DF (TCDF). Disse que outros locais, como a Rodoviária, estavam em situação mais preocupante.

Rollemberg não poupou críticas ao governo anterior, de Agnelo Queiroz (PT). “Construíram um estádio de R$ 2 bilhões que, agora, está vazio. Havia outras prioridades”, atacou.

 

Amostras
Paralelamente às liberações, começou a coleta de amostras da parte que desabou no viaduto. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) é a unidade responsável por colher as peças, que serão levadas para análise em laboratórios da Universidade de Brasília (UnB).

O diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto, explicou que já existe um levantamento de engenheiros da UnB, da autarquia e do DER (Departamento de Estradas de Rodagem do DF) sobre a área. “Somado à análise em laboratório, poderemos saber o que fazer com o restante do viaduto”, observou.

Peritos da Polícia Civil acompanham todo o processo de coleta e remoção das amostras. Com base na análise dos dados, será decidido se é possível recuperar o que restou do viaduto ou se a estrutura será demolida e inteiramente reconstruída.

Após o desabamento, o Palácio do Buriti anunciou a liberação de R$ 50 milhões da reserva de contingência para a preservação de pontes e outras obras de arte em todo o DF. Além da Galeria dos Estados, o Executivo local monitora a Ponte do Bragueto, na qual serão feitos reparos na laje, danificada por batidas de caminhões que circulam com altura acima do permitido. As pontes Honestino Guimarães e das Garças também serão monitoradas.

Na Ponte JK, outra que receberá intervenções, já existe até um projeto de reforma. Para a obra, será aberta licitação dentro de 20 a 30 dias.