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Foi enterrado na manhã deste domingo (8/7), no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul, o ex-diretor da Polícia Civil e ex-deputado distrital Milton Barbosa. Aos 71 anos, o delegado faleceu após sofrer um infarto fulminante na noite de sexta (6). Ele estava em casa, no Park Way, vendo televisão, quando se sentiu mal e não resistiu.

A advogada Priscila Miranda, 30, sobrinha de Milton Barbosa, contou que o tio tinha histórico de problemas cardíacos: “Ele já teve três infartos e usava ponte de safena. Também tomava medicação controlada. Era uma pessoa excepcional. Cuidava de todos como se fosse o pai. Tinha espírito de liderança e solidariedade. Também se preocupava muito com o bem do próximo e questões sociais”.

Além de familiares e amigos, a despedida de Milton Barbosa teve a presença de vários políticos do Distrito Federal. Pré-candidato ao Palácio do Buriti, Jofran Frejat (PR) relembrou o fato de os dois serem conterrâneos: “Tínhamos um relacionamento muito bom. Como deputado, mostrou grande competência e fará falta”.

 

Outro postulante ao GDF, o deputado federal Izalci Lucas (PSDB) também estava emocionado. “Era nosso militante e filiado ao partido. Um amigo de muitos anos que fará falta”, disse o tucano.

O senador Hélio José (MDB) lamentou a perda de Barbosa: “Convivia com ele há muito tempo. A vida é assim, agora é uma estrela. Sempre foi amigo de todos nós enquanto candidato. Brasília hoje está mais triste”.

Milton Barbosa era casado com Isaura Barbosa e tinha dois filhos. Também foi secretário de Solidariedade e administrador regional de Ceilândia.

Piauiense de Canto do Buriti, o delegado é irmão de Durval Barbosa, delator da Caixa de Pandora. Na Câmara Legislativa, exerceu mandato entre 2007 e 2010, eleito pelo PSDB.

O ex-governador Agnelo Queiroz (PT) era amigo íntimo de Milton Barbosa: “Nos conhecíamos há pelo menos 20 anos. Nossa ligação não era política, mas pessoal. Campos políticos diferentes. Uma pessoa leal, querida em tudo que fez. Uma grande perda para a cidade”.

Para o deputado federal Rogério Rosso (PSD), o ex-distrital era uma pessoa com personalidade firme e pensamento próprio. “Sempre esteve a serviço do DF. Deixa um legado importante para a cidade”, destacou.