Covid-19: média móvel de mortes no DF cai para 9,6; ocupação de UTIs é de 59,3%

O indicador que mede a quantidade de óbitos ocorridos em média nos últimos sete dias caiu pela terceira vez consecutiva

A média móvel de mortes por Covid-19 no Distrito Federal caiu para 9,6 nesta sexta-feira (4/2). Na comparação com o indicador apurado há 14 dias, houve alta de 19,6%, o que mostra aumento na quantidade de mortes.

Devido ao tempo de incubação do novo coronavírus, adotou-se a recomendação dos especialistas no sentido de comparar a média móvel do dia com a de duas semanas antes. As oscilações no número de mortes ou de casos de até 15% para mais ou para menos caracterizam invariabilidade.

Desde o início da pandemia de coronavírus, o DF já notificou 280.026 contaminações e 4.600 óbitos em decorrência da doença. Nas últimas 24 horas, foram 9 mortes e 584 novas infecções.

Taxa de ocupação nas UTIs

Segundo dados da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) atualizados às 11h10 dessa sexta-feira (5/2), 165 dos 278 leitos operacionais de UTI, UCIN e UCI destinados a pacientes da Covid-19 estão ocupados, o que equivale a 59,3% da capacidade da rede pública. O número inclui todos os leitos que não estão bloqueados.

Na rede privada, 150 dos 203 leitos adultos disponíveis estão ocupados — taxa de 73,9%. Acompanhar a taxa de ocupação dos leitos é uma das formas de medir a evolução da transmissão da doença.

Média móvel

Acompanhar o avanço da pandemia de Covid-19 com base em dados absolutos de mortes ou casos está longe do ideal. Isso porque eles podem ter variações diárias muito grandes, principalmente atrasos nos registros. Nos fins de semana, por exemplo, é comum perceber redução significativa dos números.

Para diminuir esse efeito e produzir uma visão mais fiel, a média móvel é amplamente utilizada ao redor do mundo. A taxa representa a soma dos óbitos divulgados em uma semana dividida por sete. O nome “móvel” é porque varia conforme o total de falecimentos dos sete dias anteriores.