Correios têm ao menos 82 trabalhadores no DF com Covid-19, alerta sindicato

Situação mais preocupante é no Centro de Entrega de Encomendas, em Taguatinga, onde 17 pessoas foram diagnosticadas com a doença

atualizado 02/07/2020 14:12

Sobre a greve,  a empresa afirmou que já possui um plano de contingênciaVinícius Santa Rosa/Metrópoles

Já são pelo menos 82 trabalhadores dos Correios no Distrito Federal contaminados pelo novo coronavírus, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno (Sintect-DF). O Centro de Entrega de Encomendas dos Correios, em Taguatinga, é o que mais preocupa a categoria: já são 17 confirmações no local, onde todas as correspondências são separadas.

“Isso é o que a gente sabe, pois a empresa não passa os números [e resultados] dos testes que os funcionários fazem”, reclama a presidente da entidade, Amanda Gomes.

Segundo ela, a situação no Centro de Entregas é crítica. Para a sindicalistas, com pouco espaço entre os trabalhadores e muitos objetos de uso comum no local, é fácil entender o número alto de casos entre os profissionais ali lotados.

“A triagem toda é muito próxima. Se o trabalhador quiser lavar a mão, só indo ao banheiro, pois não tem álcool em gel. Fora carimbo, carrinho de transporte e teclado, que são de uso comum”, enumera.

Entregas comprometidas

Tantos afastamentos fizeram com que o ritmo de entregas diminuísse e a instituição tem dificuldade em remanejar servidores. “Ninguém que ir para lá, pois sabe o jeito que está. Tudo o que a empresa deu até agora foi só depois de muita luta e decisão judicial”, afirma Amanda.

Com esse impasse, quem sai perdendo é o próprio cliente dos Correios. “Ficam milhares de entregas lá paradas por falta de pessoal”, lamenta a presidente do Sintect-DF.

Veja fotos do local: 

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Outro lado

Os Correios não confirmaram a informação do sindicato. Segundo a empresa, “seguindo o valor institucional de respeito às pessoas, os Correios não fornecem ou expõem informações relacionadas ao efetivo, pois geram, de maneira desnecessária, insegurança à população e aos empregados. Eventualmente, tais dados podem ser repassados apenas à autoridade médica dos órgãos responsáveis pelo monitoramento da situação de emergência e saúde pública.”

Sobre o Centro de Encomendas de Taguatinga, a estatal informou que “a unidade passou por sanitização no último dia 20 e está operando normalmente, para garantir os serviços de entregas”.

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