Coronavírus: hotéis, bares e restaurantes demitem 4 mil no DF

Dispensas serão homologadas nesta quarta-feira (25/03). Perderão o emprego funcionários de pequenas e grandes redes do DF

Cinco dias depois de o Governo do Distrito Federal (GDF) instituir o fechamento de todos os estabelecimentos comerciais da capital a fim de combater a disseminação do novo coronavírus, hotéis, bares e restaurantes preveem demissões em massa.

Para esta quarta-feira (25/03), o sindicato que representa a categoria, o Sindhobar, estima a homologação de 4 mil dispensas. Como a previsão é de que fechamento do comércio dure até o dia 5 de abril, o sindicato acredita que 11,2 mil trabalhadores sejam mandados embora.

Juntos, os setores empregam cerca de 110 mil pessoas. De acordo com o presidente do Sindhobar, Jael Antônio da Silva, nenhuma empresa, grande ou pequena, conseguirá se manter com faturamento zero. “Estamos pedindo socorro.”

O sindicalista declara ter recebido ligações de empresários que contam com 800 funcionários comunicando que demitirão, nesta quarta (25/03), metade dos colaboradores. “Estamos muito preocupados. Hoje, foram demitidos 2.850 empregados. Amanhã, veremos o número chegar a 4 mil. Só vai crescer se nenhuma medida for tomada”, frisa.

Pedidos

O presidente do Sindhobar conversou com o Metrópoles e afirmou ter pedido ao Governo Federal que analise uma alternativa de complementação do salário dos funcionários nesse período de contenção do coronavírus. Ele sugeriu ainda a liberação de 75% do Fundo de Garantia Sobre Tempo de Serviço (FGTS) dos empregados.

“Precisamos de alguma medida. Não de soluções que suspendam trabalho por quatro meses e forneçam R$ 300 aos desempregados. Isso não nos interessa”, ressaltou, referindo-se à medida provisória do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O ato normativo acabou revogado após reclamações.

Para o governo local, o setor pede incentivos como a liberação do pagamento de água, luz e imposto, além de linha de crédito com juro zero para que os empresários consigam manter as portas abertas. Sobre essa questão, a reportagem acionou o GDF e aguarda retorno.

Conforme antecipado pelo Metrópoles, logo quando a medida começou, o Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista) estimava 20 mil demissões e prejuízo de R$ 500 milhões até o dia 2 de abril.