Com cartazes, mulheres pedem “justiça por Mari Ferrer” na Rodoviária

Manifestantes se reuniram na manhã deste domingo (8/11) para protestar contra a absolvição do empresário André Aranha da acusação de estupro

Mulheres se reuniram na Rodoviária do Plano Piloto, na manhã deste domingo (8/11), para protestar contra a absolvição do empresário André Aranha da acusação de estupro contra a influencer Mariana Ferrer, 23 anos. O caso tomou conta das redes sociais na última terça-feira (3/11).

Segundo uma das organizadoras do protesto, a psicóloga Tendresse Lima Pinto, 47, a luta é para que vítimas de violência possam ser “mais ouvidas pelo Judiciário”.

“A gente precisa lutar por esse direito de igualdade nos espaços públicos também. Acreditamos que um julgamento como aquele deveria ter uma figura feminina. Além da necessidade de treinamento daqueles profissionais do Judiciário. No caso da Mari, eles não tinham qualificação alguma para lidar com uma mulher vítima de violência. Temos certeza que, com uma mulher ali, a situação seria diferente”, destacou a manifestante.

A fisioterapeuta Daniela Coutinho, 45, reforça o intuito do protesto. “Nós somos a favor da Mari, assistimos a audiência […] O advogado feriu a dignidade dela como mulher, usando fotos que não tinham nada a ver com aquele dia do estupro. O negócio da ‘pose ginecológica’, um absurdo, não cabia ao processo”, reclamou.

Veja, a seguir, imagens do ato nesta manhã:

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Jacqueline Lisboa/Especial Metrópoles
Jacqueline Lisboa/Especial Metrópoles
Jacqueline Lisboa/Especial Metrópoles
Jacqueline Lisboa/Especial Metrópoles
Jacqueline Lisboa/Especial Metrópoles
Jacqueline Lisboa/Especial Metrópoles

 

Na última quarta-feira (4/11), outro ato para pedir “justiça por Mari Ferrer” reuniu cerca de 100 pessoas – a maioria mulheres – em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Protestos como esses estão ocorrendo em várias cidades do país após vir a tona os detalhes da audiência judicial sobre o caso de Mariana Ferrer.

De acordo com o promotor responsável pelo caso, não havia como o empresário saber, durante o ato sexual, que Mari não estava em condições de consentir a relação, não existindo assim “intenção” de estuprar.

Durante a audiência, o advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho, responsável pela defesa do empresário André Aranha, mostrou várias fotos de Mariana e definiu as imagens como “ginecológicas”. Em momento algum foi questionado por membros do Tribunal de Justiça catarinense sobre a relação das imagens com o caso.