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Em mais uma tentativa de tirar do papel o Parque Tecnológico de Brasília, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) sancionou nesta terça-feira (10/1) a lei que cria, oficialmente, o Biotic – Parque Tecnológico, com capacidade para abrigar cerca de 1,2 mil empresas e expectativa de abrir 25 mil postos de trabalho. O empreendimento, que já se chamou Cidade Digital, foi ampliado para permitir que empresas de biotecnologia também possam se instalar no espaço.

O local será gerido por um fundo de investimento e ocupará uma área de 1,2 milhão de metros quadrados, entre a Granja do Torto e o Parque Nacional de Brasília. A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) vai ceder 51% do espaço, avaliado em cerca de R$ 1,4 bilhão, e ficará com os outros 49%.

Principal empreendimento do governo de Brasília na área de ciência, tecnologia e inovação, o Biotic integra a lista de locais prioritários do Executivo local para firmar parcerias com a iniciativa privada e faz parte da agenda positiva da gestão socialista, que tenta tirar do foco a polêmica causada pelo reajuste de até 25% nas passagens de ônibus e metrô. A expectativa é que investidores privados somem um aporte de R$ 1,6 bilhão.

A ampliação do parque, entretanto, causou insatisfação entre empresários do setor de tecnologia. Na avaliação do Sindicato das Indústrias  da Informação do DF (SInfor), o projeto foi descaracterizado. Algumas empresas que previam investimento na área já falam em ir para Goiás.

O projeto do parque começou a ser discutido há 16 anos, A área foi fixada por lei em 2002. Já funcionam no local os centros de processamento de dados do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal e uma subestação da Companhia Energética de Brasília (CEB). Está em construção o edifício de Governança do Biotic. A sede abrigará o Fundo de Amparo à Pesquisa (FAP-DF).

Prazos
O próximo passo para a instalação do parque, segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Júlio César Reis, é a contratação, em fevereiro, do agente financeiro que será responsável pelo fundo de investimento do empreendimento. “É um parque tecnológico com gestão totalmente privada”, disse.

A previsão é que em junho já seja lançada a primeira oferta pública de ações para investidores interessados e, em novembro, comece a construção do primeiro bloco onde irão se instalar essas empresas.

A concepção do Biotic foi elaborada pela Terracap em parceria com a Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) e a Secretaria Adjunta de Ciência, Tecnologia e Inovação, da Casa Civil. A parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), fechada por meio da assinatura de um termo de cooperação, em outubro de 2016, ampliou o escopo do empreendimento.

O novo modelo do parque tecnológico agrega a biotecnologia ao projeto, que era centrado apenas na tecnologia da informação e comunicação. Com isso, poderão ser instaladas no local indústrias farmacêuticas, de cosméticos, perfumes, alimentos e agropecuária. (Com informações da Agência Brasília)

 

 

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