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Mais de 300 catadores de resíduos se reuniram, na tarde desta quarta-feira (7/2), em frente ao Venâncio 2000. No local fica o escritório do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), responsável pela gestão do lixo da capital federal. O grupo reivindicava o pagamento do auxílio mensal de R$ 360, prometido pelo GDF desde o fechamento do Lixão da Estrutural. Os integrantes das cooperativas reclamavam da falta de pagamento e materiais para trabalhar.

Uma das participantes do movimento é Gardivânea Teixeira Lima, 40 anos. Ela contou ao Metrópoles que, desde o começo do trabalho no galpão, não ganhou a bolsa anunciada pelo governo. “Recebemos R$ 59 na primeira semana e gastamos R$ 40 com passagem de ônibus. Sobrou menos de R$ 10. Como vou fazer para alimentar meus filhos?”, questiona.

Lindomar Vicentina Marcolino, 54 anos, diz que passa pela mesma situação. “Minha família só não está passando fome porque Deus não quer”, diz. Segundo Lindomar, o movimento desta quarta (7) tem o objetivo de cobrar do governo um posicionamento sobre a situação.

Durante a manifestação, a diretoria do SLU chamou representantes da categoria para conversar. Doze catadores foram ao encontro dos gestores, mas dizem que nada foi resolvido na reunião.

Por volta das 16h, o protesto foi encerrado. Os catadores seguiram para o Parque da Cidade e marcaram outra mobilização, às 7h desta quinta-feira (8).