Casal executado no DF acumulava diversos antecedentes criminais

Polícia suspeita de que o homem integrava uma facção criminosa e que o assassinato foi resultado de um acerto de contas entre grupos rivais

atualizado 16/02/2021 14:12

Thiago Duarte Neto, vítima de homicídio no DFReprodução

O casal Thiago Duarte Neto, 24 anos, e Talita Souza Mendonça, 23, executado a tiros dentro do carro, no Riacho Fundo 2, acumulava uma série de antecedentes criminais. Os dois morreram assassinados em uma emboscada nessa segunda-feira (15/2).

Ambos nasceram em Goiás e viviam em um prédio da QN 16 do Riacho Fundo há cerca de quatro meses. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) suspeita que a execução seja resultado de um acerto de contas. Segundo a perícia no local, os autores disparam, aproximadamente, 20 vezes contra o veículo do casal.

“Eles chegavam em casa e estavam sendo seguidos por um carro. Os autores desceram do veículo e atiraram nos dois”, descreveu o delegado Marcelo Guerra, da equipe de Preservação de Local de Crimes Violentos da PCDF.

De acordo com as primeiras apurações, a arma usada no duplo homicídio é uma pistola calibre 9mm. Conforme o delegado Marcelo Guerra, existe a suspeita de que os supostos três autores do crime tenham ligação com o grupo criminoso Comboio do Cão, que atua no DF.

“Acreditamos que sim, pelo jeito que os tiros foram disparados, de rajada (disparos em sequência). Essa é a marca do Comboio do Cão”, informou o policial.

“Pode ser acerto de contas entre facções rivais. Há informações preliminares de que a vítima do sexo masculino integrava uma facção rival (o Comando Vermelho). Mas, como as investigações estão em andamento, só no fim poderemos precisar os motivos e como ocorreu o crime”, afirmou Marcelo.

Conforme a Polícia Civil do Goiás (PCGO), Thiago foi indiciado por roubo qualificado, em um inquérito de 2013, em Goiânia; por roubo qualificado cometido em 2015, em Senador Canedo (GO); e por associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas e falta de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em inquérito de 2016, em Goiânia. Policiais também o prenderam em flagrante pelo menos três vezes.

Talita foi indiciada em 2016, na 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia, por lesão corporal dolosa e injúria.

A investigação da morte dos dois está sob responsabilidade da 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo).

Veja imagens da investigação:

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Cachorrinho baleado

O cão de estimação de Thiago e Talita deve passar por uma cirurgia na mandíbula ainda nesta terça-feira (16/2). Identificado como Thor, o cachorrinho da raça shih-tzu acabou baleado durante o crime. Ele estava no colo da mulher no momento da execução e sobreviveu aos ferimentos.

Policiais militares que atenderam a ocorrência recolheram doações para arcar com os custos do procedimento, uma vez que a cirurgia custa R$ 1.750. Responsável pela campanha iniciada na tarde de segunda (15/2), a soldado Alessandra Rodrigues da PMDF informou ao Metrópoles que, até o momento, o valor arrecadado é de R$ 10,5 mil.

“Vamos usar o dinheiro para custear todo o tratamento dele, porque vai precisar de mais remédios, e, talvez, de outras cirurgias. Se sobrar algum valor, vamos destinar para uma ONG que trabalhe no resgate de animais”, destacou a soldado.

A prestação de contas inclui: R$ 1.750 para a primeira cirurgia em clínica do Riacho Fundo 2; R$ 150 em exames de imagem; e R$ 95 para alimentação especial por sonda.

Veja a prestação de contas:
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“Estamos em contato com o veterinário, e o Thor está bem. Provavelmente, ainda deve precisar de mais duas cirurgias. Estamos aguardando a redução do edema para realizar o procedimento com segurança. Teve uma evolução boa, parou de cuspir sangue durante a madrugada, e o veterinário que fez a avaliação da radiografia disse que o quadro é menos grave do que o esperado. Vai dar tudo certo”, comemorou Alessandra.

A ideia, segundo a soldado, é adotá-lo após a completa recuperação. “Preferencialmente, será para a família da vítima, tendo em vista que ele faz parte do patrimônio dela, mas, caso eles não se responsabilizem, faremos a adoção. Ele terá sequelas físicas e psicológicas do ocorrido, então, o adotante tem de estar ciente de que ele é um cachorro que necessitará de cuidados especiais durante toda a vida”, declarou.

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Alessandra Rodrigues Batista

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Lizandra França de Souza Silva

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