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Pais de alunos dos colégios militares de Brasília estão revoltados com o atraso na entrega de uniformes dos filhos. Segundo eles, a Garancinha, empresa que confecciona as peças, não está conseguindo suprir a demanda.

Alguns alegam ter pago à vista o valor de R$ 1,4 mil e ainda esperam pelos uniformes. Ana Paula Gonçalves é mãe de dois alunos do Colégio Dom Pedro, do Corpo de Bombeiros, e diz que os filhos só estão frequentando as aulas graças a uma autorização temporária da direção. A partir de março, eles não poderão mais entrar sem o fardamento.

“Estou recebendo as peças por etapas. Pretendo, inclusive, fazer uma reclamação na ouvidoria e solicitar que o contrato seja rompido. Não imaginava que teria tanta dor de cabeça por conta disso”, desabafou.

A servidora pública Érica Viegas tem um filho no 6° ano e também questiona a demora. “Estou esperando esse uniforme desde janeiro e, até agora, nada. Eles sempre adiam o prazo. Inclusive, tenho medo de não receber as peças”, lamentou.

O outro lado
A Garancinha se defendeu. Segundo Paulo Henrique Gonçalves, gerente de vendas da empresa, a demora se deve, principalmente, a um atraso dos fornecedores de tecido, que não teriam tanto material em estoque por conta do recesso de fim de ano.

“Estamos trabalhando em plantão, inclusive no Carnaval, para atender à demanda. Até a primeira semana de março, quando o uso dos uniformes passa a ser obrigatório, todos os alunos terão recebido o material”, garantiu.

O responsável pela Garancinha ainda disse que os pais que procuram a loja não estão saindo de mãos vazias. “De acordo com o estoque, sempre estamos entregando uma ou duas peças do uniforme. Infelizmente ocorreu esse atraso, mas estamos fazendo o possível para atender a todos”, ressaltou.