Atletas do DF fazem malabares no 7 de Setembro para arrecadar fundos

Em meio a uma manobra e outra, líderes de torcida do Django All Stars vendiam água. Foco do grupo é bancar viagem para torneio em São Paulo

Foto: JP Rodrigues/MetrópolesFoto: JP Rodrigues/Metrópoles

atualizado 07/09/2019 19:08

As faixas da Esplanada estavam tomadas pela parada de 7 de Setembro quando um grupo de atletas chamou a atenção do público que assistia ao festejo. Os líderes de torcida do time brasiliense Django All Stars aproveitaram o fluxo de pessoas do desfile para arrecadar fundos com a venda de garrafas d’água. O que despertou os olhares de quem passava por lá foi a tática dos esportistas para atrair clientes: executar malabares radicais.

“Ajude um atleta! Água geladinha por R$ 2”, exclamavam os jovens enquanto davam piruetas no ar. O foco deles é bancar uma viagem para o Cheerfest, torneio de animadores de torcida que acontece em diferentes cidades do Brasil. O próximo, em 29 de setembro, será em São Paulo.

“Nós queremos muito representar Brasília no evento, mas não temos patrocínio. Por isso, decidimos arregaçar as mangas e aproveitar uma celebração de grande magnitude como essa para arrecadar dinheiro”, disse Ana Beatriz Rodrigues, de 20 anos.

 

A expectativa era de juntar, até o fim do evento, R$ 1 mil. “Viemos com o intuito de levantar uma grana, mas estamos nos divertindo muito. As pessoas passam, observam e nos dizem palavras de incentivo. Isso não tem preço”, complementa Nathalya Cavalcante, 16. “Esse esporte é a coisa mais gostosa do mundo. As pessoas acham lindo ver os movimentos, mas não imaginam o quão prazeroso é fazê-los”, acrescenta Jean Abner, 21.

O Django All Stars foi fundado em 2018 e conta com a fidelização de 87 entusiastas da modalidade. Os participantes têm idades entre 8 e 53 anos. Apenas uma parte deles, no entanto, participará do torneio. “Nós nos reunimos todos os fins de semana para treinar em nosso ginásio, em Sobradinho. Aliás, somos o primeiro grupo de líderes de torcida a ter espaço próprio no Distrito Federal”, ressaltam os integrantes.

A bancária Marina Oliveira, 57, saiu de casa para ver o desfile cívico-militar e disse que foi uma grata surpresa se deparar, também, com a performance dos esportistas. “Acho incrível as acrobacias, mas dá um medinho de ver os garotos caindo. De toda forma, contribuí para a realização do sonho deles”, contou.

A estudante Laís Nogueira, 8 anos, afirma que ver os movimentos do grupo despertou seu interesse pelo esporte. “Gostei muito. Adoraria conseguir fazer o que eles fazem”, disse.

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