Associações da PMDF e bombeiros repudiam Hospital da Segurança

A criação da unidade de saúde foi anunciada pelo GDF em junho. As categorias discordam do modelo e pressionam o governador Ibaneis Rocha

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atualizado 14/08/2019 16:00

Integrantes de entidades representativas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal assinaram uma nota pública contra a criação do Hospital da Segurança Pública na capital. No documento, eles alegam não ter havido diálogo com as categorias antes de ser tomada a decisão de extinguir a Policlínica do CBMDF e o Centro Médico da PMDF.

No texto, as categorias afirmam que um despacho foi emitido pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) e publicado em 12 de junho contra a vontade dos membros das duas forças. “Nossos militares lutaram durante anos para dar um atendimento digno e humanitário aos seus dependentes e não considera independência na gestão dos serviços médicos ofertados”.

A assinatura da nota ocorreu junto ao presidente da Comissão de Segurança de Câmara Legislativa do DF, deputado Roosevelt Vilela (PSB). Leia documento:

Nota pública PM e Bombeiros by Metropoles on Scribd

Determinação

Em junho, o governador determinou a elaboração do projeto do Hospital da Segurança Pública para atendimento em tempo integral exclusivamente de integrantes da Polícia Militar (PMDF), da Polícia Civil (PCDF) e do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF). A orientação foi de que a unidade fosse planejada no local onde atualmente funciona a Policlínica da PMDF.

O objetivo, segundo ele, é que na nova unidade, no Setor Policial Sul, inclua atendimento ambulatorial, cirúrgico, de urgência, emergência e unidade de tratamento intensivo (UTI). A previsão é que o hospital tenha 100 leitos de internação e capacidade de atender até 300 pacientes por dia, com mais de 17 especialidades médicas diferentes.

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