Assessor de deputado que cuspiu em porteiro no DF é exonerado

O presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente, assinou a exoneração de Haikal Luiz Vieira Rios nesta quarta-feira (14/08/2019)

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atualizado 14/08/2019 18:06

A Câmara Legislativa confirmou, nesta quarta-feira (14/08/2019), a exoneração do assessor Haikal Luiz Vieira Rios, acusado de cuspir em um porteiro de condomínio no Itapoã, no último sábado (10/08/2019). Haikal era lotado na Comissão de Educação, Saúde e Cultura, presidida pelo deputado distrital Jorge Vianna (Podemos).

A exoneração foi assinada pelo presidente da Casa, Rafael Prudente (MDB). A saída do funcionário deve ser concluída com publicação do ato no Diário da Câmara Legislativa (DCL) de quinta-feira (15/08/2019).

O caso, registrado em vídeo, é investigado pela 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) como injúria. A filmagem mostra Haikal discutindo com o porteiro, que está no interior de uma guarita. Exaltado, o assessor xinga o profissional de “babaca”, diz que não vai sair do local, manda o homem calar a boca e cospe no trabalhador.

Nesse momento, outro morador intervém e diz que o registro é exigência da administração. “Se você não sabe quem sou eu, eu toco essa m…, eu colaboro. Tá aqui a p… da placa do carro, o meu RG está na mão dele. Ele só pode é liberar. Não saio daqui nem f…”, exalta-se Haikal.

Em seguida, Haikal termina de beber uma garrafa de cerveja e senta no capô do carro, um Mercedes C-180. A confusão só acaba quando o advogado do condomínio chega, mas essa parte não aparece no vídeo.

De acordo com a delegada Jane Klébia, chefe da 6ª DP, será assinado um termo circunstanciado de ocorrência e o caso seguirá para a Justiça. A punição para injúria é de 3 meses a 1 ano de detenção, geralmente convertida em penas alternativas.

Confira as imagens:

Exoneração

Ao tomar conhecimento do caso na noite de terça-feira (13/08/2019), o deputado Jorge Vianna disse, por meio de assessoria, que o servidor comissionado seria exonerado.

Na ocasião, a assessoria do deputado pontuou ainda que o distrital “apresenta os sinceros pedidos de desculpas pelo lamentável episódio, uma vez que esta não é a postura defendida e exigida pelo parlamentar à toda equipe de colaboradores, com a qual compartilha o mandato”.

A reportagem não conseguiu contato com Haikal nem com o porteiro alvo da agressão.

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