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Um dia após a 4ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Prodema) instaurar inquérito civil público para apurar as mortes recentes de animais e irregularidades na Fundação Jardim Zoológico de Brasília, a instituição começou a implementar o sistema definitivo de monitoramento ambiental e sonoro.

Mediante parceria com a Escola Técnica de Brasília e o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), cerca de 45 equipamentos vão coletar informações como temperatura, umidade e ruídos em várias áreas do parque.

De acordo com o diretor-presidente da fundação, Gerson Norberto, já foram instaladas cinco estações de monitoramento. Os recintos que já estão com o novo sistema são o do mico-leão, o serpentário, o da coruja, o do rinoceronte e o do elefante.

Cada posto dispõe de um microcomputador ligado a vários sensores que transmitem os dados para o controle interno do zoológico. Com custo de R$ 450 por estação, a iniciativa possibilitará a coleta remota de informações.

Norberto explica que o acompanhamento em tempo real dos fatores externos e climáticos são de extrema importância para garantir o bem-estar dos animais. “O controle e a supervisão das condições ambientais estão sendo feitos pela equipe técnica de cada setor. Isso possibilita uma análise mais precisa sobre a qualidade de cada ambiente”, disse ele.

Acompanhamento acústico
Outros monitoramentos paralelos são feitos. Em parceria com o Ibram, o acompanhamento acústico de pontos específicos no recinto do rinoceronte Thor está em curso deste o ano passado. O objetivo é checar o decaimento sonoro e garantir que o ambiente seja saudável.

Essas são algumas das ações de melhoria adotadas. Norberto citou iniciativas como o tratamento e reúso de água e uso de energia fotovoltaica que têm contribuído para tornar agradável e sustentável o ambiente dos animais.

Referência
Apesar das três mortes registradas desde janeiro, o cuidado com bichos resgatados também é referência na Fundação Jardim Zoológico de Brasília. O hospital veterinário serviu de apoio a unidades da Federação como Tocantins e Bahia, além de ter dado assistência durante o grande incêndio na Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

Em parceria com a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), foi criado um plano de acessibilidade que possibilita a inclusão de frequentadores do espaço com alguma limitação física ou visual. A primeira carta de serviços em braile do DF já está disponível para a população.

No entanto, segunda a fundação, mesmo com todas as melhorias feitas, mortes de animais são situações que podem ocorrer naturalmente.

Entre as perdas que o zoológico teve em 2018, a única que ainda está sendo analisada é a do elefante africano Babu, que morreu em 7 de janeiro. As recentes, da girafa Yvelise e do ádax Gaia, a fundação considera como fatalidades.

 

 

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