Após infarto, idoso de 74 anos aguarda leito de UTI há seis dias

No último dia 8, Francisco Araújo Macedo sofreu um infarto e três paradas cardiorrespiratórias após ser levado ao HRT, contam familiares

atualizado 14/01/2021 12:02

Francisco Araujo sofreu infarto no dia 8/1 e aguarda por UTI no HRTImagem cedida ao Metrópoles

Na última sexta-feira (8/1), Francisco Araújo Macedo (foto em destaque) teve de ser levado às pressas ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT). O idoso de 74 anos sofreu um infarto e, após dar entrada no pronto-socorro da unidade de saúde, teve três paradas cardiorrespiratórias antes de ser estabilizado no hospital.

Desde então, o paciente aguarda um leito de unidade de terapia intensiva (UTI). “O médico disse que ele pode morrer a qualquer momento se não conseguir o leito”, afirmou o filho de Francisco, João Paulo Macedo. Segundo João, a Justiça deferiu uma liminar para a internação de Francisco, mas ainda não foi cumprida pela rede pública de saúde.

A Secretaria de Saúde (SES-DF) informou ao Metrópoles que Francisco está com Prioridade 2 na lista da Central de Regulação de Leitos. “O direcionamento depende da liberação de leito em UTI, com suportes dialítico e cardiológico”, destacou a pasta, que faz buscas diárias na rede pública e em hospitais particulares contratados para encaminhar o paciente.

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“Ele tá recebendo os cuidados de um cardiologista, mas que cuida de outros 50 pacientes, sendo que foi demandado a UTI pelos próprios médicos”, reclama João. Ele ressalta que um pedido de execução de sentença foi feito e, novamente, deferido. “Que seja cumprido, seja em hospital público, seja em particular conveniado. Meu pai está morrendo”, protesta o filho, de 35 anos.

“Hoje, é o caso do meu pai; ontem, foi de outra pessoa. Concomitante ao dele, tem outros acontecendo e outros virão”, lamenta João.

Devido à pandemia da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, o filho de Francisco reconhece as dificuldades para conseguir leitos de UTI, que, segundo a SES-DF, está com taxa de ocupação de 75,27%, mas “o SUS é para isso, para socorrer as pessoas”, avalia.

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