Após denúncia de deputada, TCDF vê sinais de sobrepreço em compra do Iges

Corte de contas cobra explicações do instituto após flagrar indícios de superfaturamento em compra de cadeiras hospitalares

atualizado 26/10/2020 16:25

Hospital de BaseRafaela Felicciano/Metrópoles

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) mapeou indícios de superfaturamento em compras de cadeiras hospitalares no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF).

O TCDF começou a auditar as licitações após representação da deputada distrital Júlia Lucy (Novo). Em outubro de 2019, a parlamentar flagrou sinais de sobrepreço em compras, conforme noticiado pelo Metrópoles.

Seguindo por unanimidade o voto do relator, Paiva Martins, a Corte contas pediu explicações para o Iges dentro do prazo de 30 dias. A decisão foi em 7 de outubro deste ano.

Veja a decisão do TCDF:

Segundo a distrital, o Iges pagou R$ 182 mil por 300 cadeiras de banho hospitalares. Mas, em uma pesquisa no mercado, a parlamentar encontrou itens equivalentes com preços até três vezes mais baratos.

Em outra aquisição, desta vez de mil cadeiras logarinas, o Iges pagaria R$ 1,6 milhão. Em análise de preços, a distrital encontrou equipamento com preços abaixo da metade do que seria pago. Neste caso, as compras não foram feitas.

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“Há muito tempo, venho avisando sobre os graves problemas e indícios de corrupção no Iges”, alertou Júlia Lucy. A distrital é uma das defensoras da abertura completa dos dados do Iges para a população.

“A população do DF está cansada de ver seu dinheiro desperdiçado”, desabafou. Recentemente, a Operação Falso Negativo denunciou um esquema de corrupção na Secretaria de Saúde do DF.

Outro lado

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) informou que “foi notificado e responderá aos questionamentos dentro do prazo. Ressaltamos que a nova gestão atua com total transparência e criou neste mês uma controladoria para atuar na revisão e fiscalização de todos os processos de compra do instituto.”

 

 

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