Após denúncia de deputada, TCDF vê sinais de sobrepreço em compra do Iges
Corte de contas cobra explicações do instituto após flagrar indícios de superfaturamento em compra de cadeiras hospitalares

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) mapeou indícios de superfaturamento em compras de cadeiras hospitalares no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF).
O TCDF começou a auditar as licitações após representação da deputada distrital Júlia Lucy (Novo). Em outubro de 2019, a parlamentar flagrou sinais de sobrepreço em compras, conforme noticiado pelo Metrópoles.
Seguindo por unanimidade o voto do relator, Paiva Martins, a Corte contas pediu explicações para o Iges dentro do prazo de 30 dias. A decisão foi em 7 de outubro deste ano.
Veja a decisão do TCDF:
Segundo a distrital, o Iges pagou R$ 182 mil por 300 cadeiras de banho hospitalares. Mas, em uma pesquisa no mercado, a parlamentar encontrou itens equivalentes com preços até três vezes mais baratos.
Em outra aquisição, desta vez de mil cadeiras logarinas, o Iges pagaria R$ 1,6 milhão. Em análise de preços, a distrital encontrou equipamento com preços abaixo da metade do que seria pago. Neste caso, as compras não foram feitas.
“Há muito tempo, venho avisando sobre os graves problemas e indícios de corrupção no Iges”, alertou Júlia Lucy. A distrital é uma das defensoras da abertura completa dos dados do Iges para a população.

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Ver todas“A população do DF está cansada de ver seu dinheiro desperdiçado”, desabafou. Recentemente, a Operação Falso Negativo denunciou um esquema de corrupção na Secretaria de Saúde do DF.
Outro lado
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) informou que “foi notificado e responderá aos questionamentos dentro do prazo. Ressaltamos que a nova gestão atua com total transparência e criou neste mês uma controladoria para atuar na revisão e fiscalização de todos os processos de compra do instituto.”








