Rede Ímpar e Dasa promovem 1º Simpósio de Transplante

Doação de órgão é um gesto de amor. Conheça histórias reais de pacientes transplantados que tiveram uma segunda chance de viver.

atualizado 19/10/2020 17:00

Novas Indicações e Protocolos para o Transplante de Fígado; Imunologia e Transplante; Avaliação de Compatibilidade Pré-transplante; O Papel da Biópsia no Enxerto Renal e Transplante Hepático: Rejeição Celular e Humoral são os temas centrais do 1º Simpósio de Transplante Ímpar e Dasa (a maior empresa de medicina diagnóstica da América Latina), que acontecerá no dia 21 de outubro, de forma on-line.

O evento será iniciado pela dra. Daniela Salomão, coordenadora nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, e entre apresentações e debates estarão os especialistas: dr. Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo; dr. Reinaldo Fernandes e dr. Rodrigo Luz, do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN); dr. Eduardo Fernandes, do Hospital São Lucas Copacabana, no Rio de Janeiro; dr. Pedro Mendes, dra. Natalia de Carvalho Trevizoli e dr. André Watanabe, do Hospital Brasília, no Distrito Federal e dra. Denize Malheiros, da Dasa.

“Estamos empenhados em fomentar o debate médico-científico para aprimorar cada vez mais o cuidado com a saúde dos pacientes. Acreditamos que o compartilhamento de informações contribui para o desfecho clínico, apontando o melhor tratamento com o melhor custo”, destaca Emerson Gasparetto, CMO da Ímpar.

Serviço
1º Simpósio de Transplante Ímpar e Dasa
Data: quarta-feira, 21/10/2020
Horário: das 19h30 às 21h20
Evento gratuito destinado a profissionais de saúde
Inscrições: http://bit.ly/simposiotransplante2020

Histórias em que um gesto de amor deu uma segunda chance de vida.

Diogo, 33 anos, recebeu aos 11 anos o diagnóstico de hepatite autoimune e colangite esclerosante primária. Passou toda a adolescência e começo da vida adulta em tratamento, mas em 2014 começaram as complicações. Durante os anos seguintes enfrentou internações longas e procedimentos e conviveu com dreno e frequentes limpezas do fígado. Em 2019, teve um sangramento sério no órgão e precisou colocar o TIPS hepático, para diminuir a pressão do sangue, e a possibilidade de um transplante foi apresentada pela primeira vez. No início de 2020, um sangramento intra-hepático grave levou Diogo à UTI com choque hemorrágico e ele entrou definitivamente para a fila do transplante. O chamado veio no final de agosto e, após nove horas de cirurgia acordou já se sentindo bem. Após nove dias, teve alta hospitalar e segue em acompanhamento com exames regulares e consultas. Mas, para Diogo, o transplante teve um impacto tão grande em sua vida que ele às vezes se esquece que passou por uma cirurgia há pouco tempo e olha para frente, para sua nova vida. O transplante do rapaz aconteceu no Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

Isadora, 15 anos. Moradora de Silva Jardim, interior do estado do Rio de Janeiro, a mãe da menina, Ariane, teve que percorrer muitas unidades de saúde da região em busca de um diagnóstico para a filha, que sofria com diarreias, vômitos e febres constantes. Na época, Ariane também tratava uma deficiência congênita no ureter, com cirurgia programada, mas encontrou forças, especialmente em Deus, pois se trata de uma família religiosa e com muita fé, e levou a filha para o município de Niterói em busca de um hospital especializado. Lá o diagnóstico foi feito. Isadora era portadora de uma hepatite autoimune e só um transplante de fígado iria devolver a saúde da jovem. Após meses na fila, uma doação mudou o rumo dessa história.

Ariane conta que esses percalços e o sofrimento mudaram a forma de ela pensar a doação de órgãos. Hoje ela diz que o “coração exala gratidão” por essa família, que num momento de dor profunda renovou a vida da filha dela. O transplante da menina aconteceu no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), no Rio de Janeiro.

Miriam, 73 anos. O transplante entre idosos não é comum, mas é possível, caso o doador esteja em boas condições de saúde. Dona Miriam não pensou duas vezes e doou um rim para seu marido, Luiz, de 76 anos, que lutava há 20 anos contra uma doença renal e só um transplante o salvaria. Eles estão casados há 52 anos, têm dois filhos (um de 57 e outra de 47 anos), mas dona Miriam preferiu ser a doadora para ter as mesmas condições de saúde do marido e não comprometer os filhos. Ela reafirmou os votos com o companheiro: na saúde e na doença, juntos com amor. Uma prova de amor que comoveu a família e toda a equipe de saúde do hospital. O transplante do apaixonado casal aconteceu este ano no Hospital São Lucas Copacabana, no Rio de Janeiro.

Ana Paula, 31 anos. Ela começou a sofrer as complicações de uma hepatite autoimune aos 16 anos e peregrinou do interior do Ceará até Brasília em busca de uma vida melhor e de um tratamento para sua condição. Foram quase cinco anos sem sequer um diagnóstico preciso. E depois de saber com certeza o motivo de tanto sofrimento físico, foram mais alguns anos até ser incluída na lista de espera por um transplante.

O transplante de Ana Paula aconteceu este ano, quando ela já estava com 31 anos e a hepatite tinha evoluído para cirrose hepática. Agora, ela celebra essa conquista cuidando ainda mais da saúde e incentivando as pessoas a se tornarem doadoras de órgãos. O transplante dessa guerreira aconteceu no Hospital Brasília, no Distrito Federal.

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