Projeções otimistas: mercado de luxo tende a crescer 50%

Levantamento da Boston Consulting Group espera um efeito rebote que está atrelada ao novo comportamento de consumo num cenário pós pandemia.

atualizado 28/10/2021 12:00

Pela primeira vez a população de milionários representa 1% de toda a população segundo o Credit Suisse, em pesquisa apresentada à Forbes em agosto deste ano (2021), isso aumentou o ticket médio de consumo no cenário pós-pandemia, conforme apresenta relatório da Boston Consulting Group (BCG)

Enquanto o mercado mundial tenta romper a inércia criada durante a pandemia, o mercado de luxo sofreu com a redução de aproximadamente 40% no início da pandemia em níveis mundiais. A companhia americana BCG estima um “efeito rebote”, podendo alcançar a marca de 1,22 trilhão de euros ainda em 2021.

Já no Brasil, o mercado de luxo não foi tão impactado com a pandemia, como apresentado pelo jornal O Globo, graças ao consumo dos socialites do Brasil, conforme pesquisa apresentada pela Ebit |Nielsen, que registrou um aumento de 367% no consumo de lojas eletrônicas na última década.

Outro fato relevante foi que o mercado de imóveis de luxo também cresceu em 2021. Cerca de 32% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Secovi-SP. O crescimento já é fruto de um desempenho de 26%, segundo dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

“O mercado de alto padrão, principalmente na região de São Paulo, cresceu 14,3% segundo o Secovi. Seja pela baixa dos juros para financiamento como foi o caso da Caixa Econômica, que reduziu os juros para financiamento ou pela queda na Selic, os investidores têm buscado diversificar o patrimônio e aproveitar o cenário econômico para investir em bem duráveis”, afirmou Rodrigo Barba dos Santos, que trocou sua franquia de barbearias para ingressar no mercado de imóveis de alto padrão.

Segundo o presidente do Secovi, Basilio Jatef, o mercado de imóveis foi a via de escape para os investidores, uma vez que a redução dos juros diminuiu a rentabilidade dos investimentos financeiros, a demanda reprimida por novos investimentos resultou num crescimento pela compra de imóveis.

A pesquisa do Secovi ainda relata que os imóveis acima de R$ 900 mil e R$ 1,5 milhão tiveram a maior performance com altas de 32,1% e 31,3% respectivamente.

“Com o isolamento social, as pessoas começaram a passar mais tempo em casa e perceberam a necessidade de elementos que até então não eram tão relevantes, como priorizar a qualidade de vida, mais espaço e mais comodidade”, finaliza Eduardo Domit, especialista em neuromarketing e comportamento do consumidor.

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