Pesquisa mostra que consórcios de serviços crescem quase 600% durante pandemia

Houve aumento de 340% no total de participantes ativos nos últimos cinco anos

atualizado 26/02/2021 18:00

Ao considerar a convivência com a pandemia no ano passado, pesquisa feita pela assessoria econômica da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), baseada em dados fornecidos pelas administradoras que atuam com consórcio de serviços, registrou crescimento de 595,3% no total de vendas de novas cotas em dezembro, quando comparado ao mês de abril. O segmento de serviços atingiu 159,75 mil consorciados ativos no final do ano.

Com negócios em R$ 1,14 bilhão em 2020, a modalidade tem sido uma das mais procuradas pelos consumidores no Sistema de Consórcios. Apresentou alta de 127,4% somente em dezembro sobre novembro. Seus meses mais expressivos durante a pandemia foram setembro e dezembro.

De 2016 até 2020, os totais de participantes ativos avançaram 340,1%, partindo dos iniciais 36,3 mil para 159,75 mil, no ano passado.

Presente no mercado consorcial desde fevereiro de 2009, quando da entrada em vigor da Lei 11.795/08, o consórcio de serviços tem como suas principais peculiaridades as possibilidades de múltiplos usos, cuja escolha pode ser feita no momento das contemplações.

Para Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, “o consumidor tem procurado, cada vez mais, atualizar-se quanto à essência da educação financeira, visando administrar melhor suas finanças pessoais, familiares e até empresariais, com o Sistema de Consórcios sendo um dos preferidos de aquisição de bens e serviços. A versatilidade do mecanismo tem levado a decisão pelo mecanismo, considerando ainda outras características e vantagens quando comparadas a outros meios de parcelamento disponíveis no mercado financeiro”.

Ao analisar o uso (mais uma prova) dos créditos naqueles meses da Covid-19, observou-se a flexibilidade e o consequente sucesso alcançado. No período, os serviços Residenciais, como pequenas reformas, incluindo hidráulica e eletricidade, decoração, ajardinamentos, pintura, responderam por 34,2%.

Na sequência, com 18,9%, estiveram os procedimentos de Saúde e Estética, como cirurgias reparadoras, entre outras; 6,5% em Festas e Eventos, tais como formaturas e aniversários; 1,3% em serviços Odontológicos; 1,2% em Turismo, incluindo viagens e passeios; e 0,9% em Educação, compreendendo, por exemplo, cursos de graduação, pós e MBA.

Ainda em razão da pandemia, o Banco Central, ao editar a Circular 4.009, em maio de 2020, permitiu, a critério da empresa de consórcios, que os participantes contemplados fizessem jus ao recebimento imediato de créditos não utilizados, desde que quitadas as obrigações junto ao grupo e à administradora. Essa regra, que foi autorizada pelo Banco do Brasil em caráter temporário, de excepcionalidade e com validade até dezembro, totalizou 13,2%. As liberações, também em dinheiro, permitidas anteriormente pela Circular 3.432, de fevereiro de 2009, somaram 8,5%. “Naquele período, ambas possibilitaram auxiliar os consorciados a enfrentar o momento difícil gerado pela recessão econômica”, disse Rossi.

Houve ainda 15,3%, classificados em “Outros”, que abrangeram, por exemplo, assessoria jurídica, informática, segurança, blindagem e instalação de ar condicionado em caminhões frigoríficos, entre outros.

Na avaliação geral, verificou-se que, entre os consorciados ativos, a maioria é masculina, com 47%, seguida de 37% de mulheres e 16% de pessoas jurídicas.

Nos grupos em andamento, o prazo médio ficou em 42 meses com os créditos variando do mínimo de R$ 5 mil para o máximo de R$ 30 mil. A taxa média mensal de administração praticada ficou em 0,52% ao mês. Os índices de correção, constantes nos contratos e que proporcionam o poder de compra do consorciado por ocasião da contemplação, foram: IGPM, com 62,5%, e o IPCA, com 37,5%.

“Apesar da atipicidade constatada ao longo do ano passado, pode-se resumir na evolução do consumidor, que a partir da Educação Financeira, passou a planejar mais, evitar as compras por impulso e só assumir novos compromissos financeiros quando capazes de cumpri-los”, complementou o presidente Rossi.

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