O valor dos imóveis em São Paulo subiu 1,32% em 2020 na pandemia

Com a implementação do home office, os imóveis estão cada vez mais valorizados. O Grupo SP Imóvel realizou um estudo onde compara os valores do metro quadrado dos imóveis à venda em São Paulo em janeiro de 2020 em relação a dezembro do mesmo ano

atualizado 25/01/2021 0:00

A pandemia trouxe muitas mudanças, reflexões e proporcionou novos hábitos. Uma delas foi a valorização do imóvel. A adesão ao home office na quarentena e o longo período de isolamento social fez com que pessoas passassem a enxergar melhor o seu lar. E fez muitos repensarem o seu espaço do dia a dia para comportar toda a família, o trabalho remoto e o homeschooling. 

Com a redução das taxas de crédito imobiliário, e a queda da inflação, aumentou a procura por imóveis para comprar em São Paulo durante a pandemia.

No período de janeiro a novembro de 2020, o Grupo registrou um volume de 44.839.992 buscas por imóveis na cidade de São Paulo contra os 33.609.760 do mesmo período do ano passado. Ou seja, houve um crescimento de 55% comparado com 2019.

O ZL Imóvel, um dos portais do Grupo SP Imóvel, apresentou aumento nas pesquisas por imóvel de forma significativa em comparação a 2019. Os apartamentos e condomínios fechados em média cresceram 20% nas buscas, já as casas e sobrados registraram média de 50% de crescimento.

Ainda de acordo com dados do ZL Imóvel, em 2019, as pesquisas de imóveis mais econômicos, entre R$ 250 e 400 mil, eram os protagonistas, atingindo maior pesquisa em bairros mais econômicos (populares), porém, em 2020, houve um crescimento significativo de pesquisa em bairros de classe média e média alta, com média de pesquisa entre R$ 400 mil até R$ 1 milhão, algo que não acontecia há muito tempo.

“Esse crescimento possivelmente ocorreu por três fatores que observamos. As pessoas de classe média, classe média alta e alta não sentiram tanto os impactos da pandemia como sentiram as classes mais baixas. Houve um crescimento na busca orgânica por imóveis com maior metragem, aliado às notícias que as taxas do crédito imobiliário chegaram a níveis interessantíssimos para o consumo nesse ano de 2020”, explica Marcel Toledo, CEO do Grupo SP Imóvel.

Mas será que essa valorização ao imóvel que a pandemia proporcionou fez ficar mais caro o valor do metro quadro dos imóveis em São Paulo?

O Grupo SP Imóvel realizou um estudo onde compara os valores do metro quadrado dos imóveis à venda em São Paulo em janeiro de 2020 em relação a dezembro do mesmo ano.

Ainda de acordo com o estudo realizado pelo Grupo SP Imóvel, de janeiro a dezembro de 2020, houve um aumento de 1,32% no valor médio do metro quadrado dos apartamentos de 2 dormitórios, 1 vaga de garagem e com metragem em torno de 50 m² a 60 m².

 

Valor médio do m² Apartamentos
de 50 a 60m² de 50 bairros de São Paulo

Região

jan/20

dez/20

Aumento

Zona Norte

R$ 6.131,43

R$ 6.192,86

1,00%

Zona Sul

R$ 8.253,13

R$ 8.375,63

1,48%

Zona Leste

R$ 5.687,14

R$ 5.755,00

1,19%

Zona Oeste

R$ 8.699,23

R$ 8.840,00

1,62%

Total

 

 

1,32%

Já a tabela abaixo, mostra o comparativo das ofertas das casas de 2 dormitórios com 2 vagas de garagem.  Nela também é possível perceber que houve um “ligeiro” aumento de 0,30% no valor médio do metro quadrado.

 

Valor médio m² Casas
2 dormitórios com 2 vagas de garagem
em 50 bairros de São Paulo

Região

jan/20

dez/20

Aumento

Zona Norte

R$ 4.592,14

R$ 4.620,71

0,62%

Zona Sul

R$ 4.576,84

R$ 4.583,16

0,14%

Zona Leste

R$ 4.240,71

R$ 4.252,14

0,27%

Zona Oeste

R$ 5.731,25

R$ 5.741,25

0,17%

Total

 

 

0,30%

 

A pesquisa da média do valor do metro quadrado foi realiza nas ofertas cadastradas nos portais do grupo com base nos bairros mais pesquisados em 2020. Aqui o estudo detalhado.

Diante desta análise, é possível afirmar que houve um “ligeiro” aumento na média dos valores do metro quadrado dos imóveis em São Paulo durante a pandemia.

O aumento de 1,32% nos apartamentos e de 0,30% nas casas é baixo se comparado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) que está mais de 3% e com INCC – Índice Nacional de Custo da Construção vem subindo mensalmente.

Portanto, considerando que o crescimento ficou aquém da inflação, há condições e expectativas de apresentar um crescimento maior. O mercado imobiliário projeta um cenário favorável para 2021, principalmente para o primeiro trimestre, com taxas de juros baixas e excelentes oportunidades.

De acordo com especialistas, pode ser que passado o momento, a tendência é que os imóveis fiquem mais caros, mesmo que em um patamar lento e gradativo, dando assim, um ritmo bastante sustentável.

Fonte: Grupo SP Imóvel – www.spimovel.com.br

Website: https://www.spimovel.com.br/

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