Brasileiros investiram mais no lar nos últimos dois anos

Permanência e cuidados com a casa aumentaram no período de 2020 a 2021; especialistas falam sobre “DIY “ e cimento queimado, principais tendências de reforma e decoração

atualizado 28/03/2022 12:00

Quatro em cada dez (42%) usuários de internet brasileiros aumentaram seus gastos com melhorias para o lar desde 2020. É o que mostram os dados da pesquisa Insights do Target Group Index Flash Pandemic, publicados na edição de abril de 2021 do Data Stories, newsletter que reúne insights das soluções da Kantar Ibope Media.

O estudo mostra que quase 8 em cada 10 usuários de internet afirmaram ficar mais em casa durante a crise sanitária e que 7 em cada 10 entrevistados afirmaram que sempre buscam novas ideias para melhorar a residência.

Na visão de Ana Elisa Barradel, chefe de produtos da Quartzolit, a pandemia trouxe um novo olhar para as casas: o real conceito de lar. Com isso – e com outros motivos, como injeção de dinheiro na economia.

Para Barradel, durante o período de isolamento social, o que antes era visto somente como um local para abrigo, passou a ser um local de vivência. “Ganharam destaque espaços e possibilidades que antes não eram notados. Neste sentido, a realização de pequenas reformas, que avançam em relação à decoração, também foi uma tendência”, afirma. 

“Com um olhar mais acurado sobre suas casas, causado pelo maior tempo de vivência e necessidade de abrigar novas rotinas, o brasileiro investiu em pequenas reformas para poder se adaptar a um novo conceito de ‘lar’”, completa.

Neste contexto, prossegue, houve o franco crescimento de assuntos relacionados a DIY (Do It Yourself, na sigla em inglês – “Faça Você Mesmo”, em português) e influenciadores do âmbito de decoração e reforma. – o que mostra o quanto o assunto está latente para a população e o quanto as melhorias nas casas impactam o dia a dia.

Com efeito, 67% dos usuários do Instagram no país seguem influenciadores digitais. Destes, 55% já fizeram uma compra depois que um produto foi indicado por um influencer, de acordo com um estudo conduzido pela Opinion Box.

Cimento queimado é tendência

Entre as novas possibilidades exploradas nos últimos dois anos, a chefe de produtos da Quartzolit destaca que a decoração com cimento queimado se tornou uma tendência.

“A moda de decoração industrial continua em alta. O cimento queimado faz parte dessa tendência, tornando o ambiente moderno e diferenciado sem a necessidade de alterações estruturais. Por isso, notamos novas procuras para esse tipo de solução, colocando o cimento queimado como um dos ‘queridinhos’ desse tipo de decoração”, esclarece.

Para Leriston Novais, Analista de Produtos da Quartzolit, o efeito cimento queimado se tornou popular em razão do baixo custo e praticidade de aplicação: em questão de horas é possível transformar um ambiente. “Essa é uma tendência que caiu no gosto dos brasileiros, pois traz ao ambiente muita personalidade e versatilidade combinando com diversos estilos de decoração”

Novais explica que, originalmente, o efeito mesclado do cimento queimado era obtido por meio da aplicação irregular da mistura obtida de água, cimento e areia, mas o mercado já oferece produtos com aplicação mais simples de base acrílica e prontas para uso. 

“Faça você mesmo”

Uma pesquisa realizada pela Quinto Andar e Offerwise, publicada em abril de 2021, indica que 73% dos brasileiros passaram a olhar com mais atenção para suas casas por conta da pandemia, e que 17% se mudaram mesmo na crise em busca de lares mais confortáveis, acolhedores ou mais funcionais – pensando na parcela da população que transformou parte do seu lar em escritório, reporta o Analista de Produtos da Quartzolit.

Novais destaca que o fenômeno ocorre em um momento em que parte do orçamento dos consumidores que antes era dedicado a despesas com carro, viagens e outros serviços diminuíram. “Isso contribuiu para que investimentos em melhorias e reformas fossem possíveis, incluindo ajustes feitos pelos próprios moradores, uma vez que contratar mão de obra especializada não era possível, devido ao isolamento social”.

A afirmação do analista é corroborada por números: a procura por ferramentas no conceito de “faça você mesmo” teve um aumento de 36% em 2020 em comparação a 2019, segundo um levantamento da Anamaco (Associação Nacional Comerciantes Material Construção).

“Também foi possível observar a implantação por algumas revendas de serviços de aluguel de ferramentas e tutoriais de utilização para seus consumidores – o que sinaliza que as reformas e decoração de imóveis residenciais continuarão em alta, como algo incorporado à rotina dos brasileiros no futuro pós-pandemia”, conclui.

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