EUA: funcionários de hospital perdem ação e são obrigados a se vacinar

Empregados alegam que vacina é “perigosa e experimental”. Eles terão até a próxima semana para comprovar que receberam pelo menos uma dose

Uma juíza dos Estados Unidos rejeitou uma ação movida por mais de 100 funcionários de um hospital no Texas que reclamavam da exigência de que se vacinassem contra a Covid-19. Eles terão uma semana para comprovar que receberam pelo menos a primeira dose de um dos imunizantes ou serão demitidos.

“Isto não é coação. A Igreja Metodista está tentando conduzir sua atividade de salvar vidas sem infectá-los com o vírus da Covid-19. É uma escolha para manter os funcionários, pacientes e suas famílias mais seguras”, disse a juíza Lynn Hughes em sua decisão oficializada no sábado (12/6).

O grupo de 117 pessoas entrou com uma ação em abril, quando o Hospital Metodista de Houston anunciou que todos os funcionários deveriam se vacinar até 7 de junho. Administradores do hospital anunciaram que 26 mil dos empregados concordaram, mas que quase 200 pessoas se recusaram a tomar a vacina.

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Ridley, PA. May 3 : Doctor Mark Ciarlone gives 11th grade student Thomas Kwait the Pfizer Biontech COVID vaccine at Ridley High School Monday afternoon May 3, 021. (Photo by Pete Bannan/MediaNews Group/Daily Times via Getty Images)
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Eles alegaram que o imunizante era “perigosa e experimental” e que a exigência se assemelhava com os experimentos que nazistas faziam nos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Ao jornal NPR, os advogados dos funcionários afirmaram que pretendem continuar a insistir na justiça contra a vacinação forçada. “O que é chocante é que muitos dos meus clientes atuaram na linha de frente tratando pacientes com Covid no Hospital Metodista do Texas, durante a alta da pandemia”, diz um dos advogados. Eles alegam que como agradecimento, os contratantes determinaram “sua falência”.